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Notícias / Ucrânia

Três brasileiros já morreram na Guerra da Ucrânia

Família do brasileiro Douglas Búrigo confirmou o seu óbito durante a Guerra da Ucrânia

Redação Publicado em 02/07/2022, às 12h34

André Hack Bahi (à esqu.) e Douglas Búrigo (à dir.) - Divulgação/Arquivo Pessoal
André Hack Bahi (à esqu.) e Douglas Búrigo (à dir.) - Divulgação/Arquivo Pessoal

Iniciada em 24 de fevereiro deste ano, e descrita por Vladimir Putin como uma 'operação especial', a guerra da Ucrânia já dizimou mais de 10 mil soldados somente do lado ucraniano, conforme informado pelo país em junho deste ano. Dentre os combatentes que perderam a vida durante o conflito, três eram brasileiros.

O primeiro brasileiro que teve a morte confirmada foi André Hack Bahi, que tinha 43 anos. Ele faleceu no dia 5 do último mês e já havia participado de outros conflitos antes de englobar o conflito iniciado por Vladimir Putin.

André entrou no conflito através do primeiro grupo de voluntários brasileiros que se alistou junto às tropas da Ucrânia. Todavia, em 2015, ele já havia se alistado à legião estrangeira francesa.

Em entrevista ao UOL, os familiares informaram que em 2006, André quase perdeu a vida na Costa do Marfim, quando fora atingido por tiros no peito. Felizmente, estava de colete à prova de balas. "Ele queria ajudar", disse sua irmã mais velha, Letícia Hack.

Já os outros dois brasileiros que perderam a vida no conflito tiveram a informação dos óbitos reveladas neste sábado. Conforme apurado pelo portal de notícias UOL, a família de Douglas Búrigo recebeu a notícia de seu óbito através da embaixada. 

"Sentimento é de desespero"

Voluntários disseram que Douglas e uma combatente brasileira faleceram após um ataque a míssil em Kharkiv ocorrido nesta madrugada. Todavia, ainda não foram reveladas maiores informações a respeito da mulher que morreu em combate. Além disso, os óbitos não foram confirmados Itamaraty, conforme repercutido pela imprensa brasileira.

Douglas já fora membro exército brasileiro. Ele estava na Ucrânia há um mês e viajou para o país através do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, no dia 24 de maio. Douglas passou por treinamento antes de entrar no campo de batalha.

Douglas era pai de uma jovem de 15 anos, além de dono uma borracharia localizada no Rio Grande do Sul, onde residia com os pais. Carlos dos Reis, cunhado do brasileiro morto na Ucrânia, informou que a família está 'arrasada'.

"A família está arrasada e inconformada. O sentimento é de desespero. A gente sabia que isso poderia acontecer, mas não é fácil aceitar. Estamos desorientados, sem saber o que fazer. Ele não era só meu cunhado. Era meu amigo. Servimos juntos no Exército", disse Carlos, conforme repercutido pelo UOL.

"Lástima"

Curiosamente, Douglas havia lamentado a morte de André Hack no mês passado. Em entrevista ao O Globo descreveu a morte como uma 'lástima'. 

"É uma lástima perdermos um irmão, coisa que achávamos que não iria acontecer. Nós brasileiros somos imortais. Mas agora com essa baixa, já não sabemos se iremos resistir", disse ele no mês passado. "Agora entrou o medo na batalha. Até então não tínhamos medo de nada".