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Ucrânia lança 1ª contraofensiva após invasão russa

Resposta aconteceu em uma cidade do oblast de Donetsk, região separatista

Fabio Previdelli Publicado em 02/03/2022, às 11h34

Combatente ucraniano em Kiev
Combatente ucraniano em Kiev - Getty Images

Uma semana após ser invadida pela Rússia, a Ucrânia lançou uma contraofensiva na tentativa de expulsar parte das forças russas que estão em seu território. Na manhã de hoje, 2, o governo do país soltou um comunicado dando mais detalhes da operação, que aconteceu em Horlivka — uma cidade do oblast de Donetsk, região separatista considerada como território independente pelo presidente russo Vladimir Putin

A primeira ação ofensiva dos ucranianos acontece logo após o país ser alvo de novos ataques nesta madrugada. Segundo relatou o UOL, um foguete destruiu parte das estruturas de uma estação de polícia em Kharkiv, segunda maior cidade do país. 

O sul da Ucrânia, mais precisamente a cidade de Kherson, que fica perto da península da Criméia, também sofreu ataques. O Exército russo contesta a posse do local, porém, o governo local nega a perda do comando, alegando que a cidade está cercada, mas não tomada. 

Em entrevista à CNN, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que a invasão russa não representa uma guerra apenas para a Ucrânia, mas também é "um desafio para todo o mundo moderno, para todo o mundo democrático". Apesar do momento que o país vive, ele diz estar “muito orgulhoso de ser ucraniano”.

Ficamos na frente de um dos exércitos mais fortes do mundo", alegou Klitschko, que é ex-campeão mundial de boxe na categoria dos pesos pesados.

Rússia quer 'apagar' a Ucrânia e sua história

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de tentar "apagar" a Ucrânia e sua história por meio da invasão promovida pelo presidente russo, Vladimir Putin

"Eles têm a ordem de apagar nossa história, apagar nosso país, apagar todos nós", afirmou o político nesta quarta-feira, 2, por meio de vídeo divulgado nas redes sociais.

Conforme informações do UOL, Zelensky ainda pediu que os países ao redor do mundo não permaneçam neutros no conflito e que judeus "não permaneçam em silêncio", depois que uma torre de televisão de Kiev, construída no local de um massacre do Holocausto, foi bombardeada. O bombardeio se deu ontem, 1, e matou cinco pessoas.

"Estou falando agora aos judeus do mundo inteiro. Não veem o que está acontecendo? É por isto que é muito importante que os judeus do mundo inteiro não permaneçam em silêncio agora", afirmou o presidente.

Zelensky também criticou que tanto a torre de televisão quanto um complexo esportivo, construídos durante o período da União Soviética, se encontram em um "local especial da Europa, um lugar de oração e memória". Cerca de 30 mil judeus foram mortos na ravina de Babi Yar durante a Segunda Guerra Mundial.

"O nazismo nasce do silêncio. Então saiam e gritem sobre os assassinatos de civis. Gritem sobre os assassinatos de ucranianos", finalizou Zelensky.