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Notícias / JFK

Último detetive sobrevivente a investigar o assassinato de JFK morre aos 96 anos

Elmer L. 'Sonny' Boyd participou de grande parte do interrogatório de Lee Harvey Oswald e ficou imortalizado em foto levando-o até a delegacia de polícia

Fabio Previdelli

por Fabio Previdelli

fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 29/05/2024, às 10h14

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Elmer L. 'Sonny' Boyd (dir.) conduzindo Lee Harvey Oswald até a delegacia de polícia - Getty Images
Elmer L. 'Sonny' Boyd (dir.) conduzindo Lee Harvey Oswald até a delegacia de polícia - Getty Images

Último detetive da polícia vivo a investigar o assassinato do presidente John F. Kennedy em Dallas, em 22 de novembro de 1963, Elmer L. 'Sonny' Boyd morreu na última sexta-feira, 24, aos 96 anos

Boyd faleceu em Corsicana, no Texas, que fica a cerca de 80 quilômetros de Dealey Plaza, onde Lee Harvey Oswald atirou no presidente Kennedy há mais de 60 anos, segundo anunciou o Sixth Floor Museum em um post no Facebook na última terça-feira, 28.

JFK em sua limusine momentos antes do assassinato - Wikimedia Commons

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Elmer estava profundamente envolvido na investigação local do assassinato de Kennedy, pesquisando evidências no Texas School Book Depository e mais tarde conduzindo Lee Harvey Oswald pelos corredores da sede da polícia de Dallas", compartilhou o Museu.

"Ele era um verdadeiro cavalheiro sulista e sua falta será profundamente sentida. Nossas mais sinceras condolências vão para toda a família Boyd", prosseguiu o post.

A carreira de Boyd

Elmer L. 'Sonny' Boyd nasceu nos arredores de Dallas, ingressando no Departamento de Polícia local como patrulheiro em maio de 1952. Cinco anos depois, ele foi promovido a detetive de homicídios e roubos.

Em um primeiro momento, ele foi designado para fazer parte da carreata do presidente Kennedy que passou por Dallas em 22 de novembro de 1963. Porém, de última hora, uma mudança o fez ficar esperando pelo ex-comandante e chefe do Trade Mart — local onde JFK deveria se encontrar para um almoço no dia fatídico, segundo o Corsicana Daily Sun.

Fomos informados de que Kennedy estava a cinco minutos da chegada, mas então soubemos que ele havia sofrido um acidente", relembrou Boyd ao veículo em 2017.

Após a repercussão da notícia de que Kennedy havia sido baleado, Elmer e seu parceiro Richard Sims seguiram a carreata do presidente até o Hospital Parkland. Depois da chegada, ele foi designado ao prédio do Texas School Book Depository, em Dealey Plaza.

"Eles rastrearam todos, menos Lee Harvey Oswald. Eles tinham um endereço em Irving, mas era o endereço de Marina (sua esposa)", explicou.

Ele foi um dos três agentes colocados de guarda no sexto andar do depósito de livros quando descobriram que o policial JD Tippit — patrulheiro de Dallas morto por Oswald durante a caçada humana — havia sido baleado.

"Recebemos ordem para ligar para o escritório… e eles disseram que achavam que aquele que queríamos estava chegando: Oswald", contou ele, ainda ao Corsicana Daily Sun.

Conforme recorda o NY Post, ele e Sims seriam mais tarde fotografados acompanhando Oswald até a delegacia de polícia, em uma foto que se tornou icônica. 

Boyd participou dos interrogatórios do então suposto assassino, estando presente em "75-80%" de todas as entrevistas com Oswald enquanto ele estava sob custódia, disse ele ao Sixth Floor Museum em 2007.

Lee Harvey Oswald, acusado de assassinar o presidente norte-americano Kennedy - Getty Images

Elmer L. 'Sonny' Boyd deixou o Departamento de Polícia de Dallas em 1978 e trabalhou por mais de uma década no Departamento de Polícia de Euless (também no Texas) até se aposentar em 1989.

Ele se casou com sua esposa, Yvonne Smith, em 1950, com quem teve três filhos. A união durou até 2015, quando a mulher morreu aos 65 anos. No ano passado, Boyd doou suas armas de fogo, chapéu de cowboy e as algemas usadas em Oswald após sua prisão ao Sixth Floor Museum em Dallas.