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Último hambúrguer vendido no McDonald’s da Islândia permanece intacto após uma década

Hjortur Smarason comprou o lanche em 2009, e atualmente faz uma transmissão em tempo real para aqueles que querem acompanhar a decomposição — ou não — do sanduiche

Fabio Previdelli Publicado em 06/11/2019, às 12h46

Último hambúrguer vendido no McDonald’s da Islândia permanece intacto após uma década
Último hambúrguer vendido no McDonald’s da Islândia permanece intacto após uma década - Reprodução

Nas últimas semanas, a rede de fast food McDonald’s inaugurou sua milésima franquia no Brasil em um histórico endereço da Avenida Paulista, em São Paulo. Porém, o mesmo sucesso que a marca faz em solo brasileiro não se repete em alguns países, como a Islândia, que em 2009 teve todos os três restaurantes do país fechados.

Mas, apesar da rede deixar o país escandinavo há uma década, um homem ainda guarda o último combo de cheeseburguer com fritas que foi vendido por uma das lojas. "Tinha ouvido falar que alimentos do McDonald's nunca se decompõem, então queria saber se era verdade ou não", disse Hjortur Smarason à agência France Presse.

O lanche, que já não parece mais tão feliz assim, está exposto em uma caixa de vidro no Snotra House, um hostel localizado ao sul do país nórdico. Todos os anos o local recebe hospedes do mundo inteiro que estão curiosos para o sanduíche.

Mas quem não conseguir fazer uma visitinha ao país gelado, pode conferir em tempo real uma livestream que mostra a decomposição — ou não — do produto.

"O velhinho ainda está aqui, se sentindo muito bem", disse Siggi Sigurdur, proprietário do hostel, em entrevista à BBC News. “É uma coisa divertida, é claro, mas faz você pensar no que está comendo. Não há mofo, apenas a embalagem de papel que parece velha”.

O LANCHINHO INTINERANTE

Ao longo dos seus 10 anos de idade, o cheeseburguer e a porção de batatas já passaram por diversos lugares da Islândia. O primeiro paradeiro da dupla foi em uma sacola plástica na garagem de Smarason, que queria ver quanto tempo demoraria até que os dois se decompusessem.

Mas passado três anos, o islandês notou mudanças pequenas no lanche. Então, ele o doou para o Museu Nacional da Islândia, que ficou com o presente por pouco tempo. Um especialista do museu concluiu que o local não estavam devidamente equipado para preservar a comida, que logo foi devolvida ao dono.

"Acho que ele estava errado porque esse hambúrguer se preserva sozinho”, disse Smarason. O combo ainda passou por um outro hotel na capital Reykjavik, antes de se mudar para o Snotra House.