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Um dos maiores traficantes de armas do mundo é solto de penitenciária carioca com alvará falso

João Filipe Barbieri é enteado de Frederick Barbieri, que é conhecido como “Senhor das Armas”

Fabio Previdelli Publicado em 10/02/2021, às 12h07

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Imagem ilustrativa - Pixabay

João Filipe Barbieri é considerado um dos maiores traficantes de armas do mundo. Por seus atos ilícitos, acabou sendo condenado a 27 anos de detenção em um presídio do Rio de Janeiro.

Entretanto, acabou sendo liberado depois de cumprir apenas três anos de prisão. Sua soltura aconteceu de maneira inusitada: pela porta da frente do complexo prisional de Bangu.  

Porém, o que chama mais a atenção nessa história é que, em novembro do ano passado, data de quando foi solto, João Filipe só foi liberado por conta de um alvará falso. O caso foi revelado em matéria que foi ao ar ontem, 09, pela Rede Globo.  

O traficante é enteado de Frederick Barbieri, conhecido por muitos como “Senhor das Armas”. Atualmente, ele está preso nos Estados Unidos.

Juntos, faziam parte de uma quadrilha que enviava fuzis ao Brasil dentro de aquecedores de piscinas. Ao todo, mais mil armas foram contrabandeadas.  

De acordo com a reportagem, a liberação de João Filipe aconteceu através de uma decisão interlocutória, ou seja, ela foi tomada “durante o processo sem a resolução de mérito definitivo do caso”, conforme explica matéria publicada pelo UOL. 

Na última segunda-feira, 8, após ser questionada pelo desembargador federal Marcello Granado, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seasp) chegou a informar o número do alvará de soltura de Barbieri, porém, não anexou o documento, que teria sido fornecido pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio.  

O problema é que a Justiça Federal nega que tenha emitido o alvará. Ao descobrir a fraude, Granado ordenou que o criminoso seja preso imediatamente.

O que mais surpreende é que João Filipe não foi o único solto com tal artifício. João Victor Silva Roza foi liberado da mesma maneira.  

Com isso, o desembargador federal afirmou que pedirá maiores explicações ao Ministério Público e à Seasp, que informou que está apurando o caso.