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Universidade é criticada após homenagear personalidade histórica ligada à escravidão

A instituição havia colocado o nome de um filósofo do século 18 em uma torre de seu campus

Isabela Barreiros Publicado em 14/09/2020, às 17h02

O filósofo David Hume
O filósofo David Hume - Wikimedia Commons

A Universidade de Edimburgo foi alvo de inúmeras críticas ao decidir renomear uma torre de seu campus com um nome ligado à escravidão. A instituição havia decidido homenagear David Hume, filósofo do século 18 considerado pai do iluminismo, mas essa mudança não agradou.

Para Felix Waldmann, ex-professor na universidade que agora atua em Cambridge, afirmou que Hume teve uma atitude "descaradamente racista". O acadêmico encontrou uma até então desconhecida carta em que o filósofo incentivava um amigo a comprar uma plantação de escravos.

Em julho, começaram as campanhas para renomear a torre e uma petição chegou a quase 2 mil assinaturas. Depois disso tudo, a instituição cedeu e rebatizou o local como 40 George Square. 

Mas essa decisão também não agradou a todos. O historiador Sir Tom Devine, professor emérito da Universidade de Edimburgo, afirmou que, caso ainda trabalhasse na universidade, “teria lutado com unhas e dentes contra essa decisão”.

Ele afirmou disse ainda que estudantes de história devem ser ensinados a "nunca se entregar ao pecado intelectual do julgamento anacrônico - isto é, nunca impor os valores de hoje sobre os do passado".