Idosa de 90 anos é condenada por incitar o ódio na Suécia

Nos anos 1970, Vera Oredsson foi a primeira a ser líder de um partido na Suécia: um partido neonazista. Ainda assim, condenação foi considerada injusta por grupo de esquerda.

quarta 17 outubro, 2018
Vera Oredsson posando na frente de um retrato de Adolf Hitler
Vera Oredsson posando na frente de um retrato de Adolf Hitler Foto:Reprodução / Amanda Skagerström Lindau

A senhora acima, é Vera Oredsson, ela causou uma tremenda polêmica em 2016 ao realizar a saudação nazista durante uma manifestação do grupo Nordiska Motståndsrörelsen (NMR — Movimento de Resistência Nórdica) na cidade de Borlänge. 

Acusada de incitar o ódio, o tribunal Distrito de Falun, na Suécia, condenou Oredsson em uma multa de 4,000 coroas suecas (R$ 1,575).

Johan Nordqvist, membro da federação de esquerda Juridikfronten ("Frente Legal"), que denuncia representantes de populações e organizações nacionalistas de direita, afirma estar surpreso. Para ele, a condenação não tem fundamento. Ele explica que a acusação foi feita com base em uma fotografia que mostra o movimento no braço, similar a saudação nazi, que poderia representar qualquer coisa.

Ela nega a acusação e alega que apenas acenou para manifestantes contrários ao grupo MNR. A decisão vai ser revista pela corte.

LÍDER

Vera nasceu em Berlim, sua mãe era sueca e o pai ex-soldado da força paramilitar Sturmabteilung (SA, predecessora da SS). Chegou na Suécia somente em 1945. Ela se casou com Göran Assar Oredsson, ex-líder do Nordiska Rikspartiet ("Partido do Reich Nórdico"), organização neonazista. Em 1975, ela sucedeu Göran como líder do partido e tornou-se a primeira mulher a conseguir tal feito, ficando no cargo até 1978. Com a dissolução do partido, em 2009, ela ingresou no Nordiska Motståndsrörelsen ("Movimento de Resistência Nórdica"). 

Não é a primeira vez que a sueca se envolve em polêmicas. Em 1973, ela e Göran foram acusados de utilizar suásticas em uniformes políticos. Foram libertados ao "justificar" não é um símbolo político e sim espiritual. Além disso, eles defenderam que o episódio ocorreu em uma propriedade privada, uma manifestação sem influência política. 


Imagem: Reprodução / Fredrik Almroth e Amanda Skagerström Lindau

Thiago Lincolins


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