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Vereadores de Criciúma aprovam PL que proíbe uso de linguagem neutra em instituições de ensino

"Esse uso da nossa língua é uma agressão”, declarou Obadias Benones, autor do projeto

Fabio Previdelli Publicado em 03/08/2021, às 12h29

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Em junho desse ano, a equipe do site do Aventuras na História noticiou que o governador Carlos Moisés da Silva, de Santa Catarina, editou um decreto para proibir que a linguagem neutra fosse usada em todas as escolas públicas e particulares do estado.  

Agora, segundo repercutiu o colunista Denis Luciano, do NSC Total, vereadores da cidade catarinense de Criciúma aprovaram o Projeto de Lei 40/2021 que proíbe o uso da linguagem neutra na grade curricular, em material didático de instituições de ensino e também em editais de concursos públicos.  

O resultado da votação foi comemorado pelo vereador Obadias Benones (Avante), que é autor do PL. “Aqui, não!”, celebrou. “Elu, delu, francamente, não é falta de respeito. Não é discurso de ódio nem de homofobia. Estamos aqui para pautar e defender o aprendizado”. 

“Estamos protegendo a nossa língua. Esse é um fenômeno que está vindo aí que nos preocupa muito... Quem defende a linguagem neutra usa o termo inclusão. Mas se você analisar, vai entender que ela não vem para incluir, o discurso é de uma minoria”, completou. 

De acordo com a NBC, Benones se defendeu de quaisquer acusações de preconceito, dizendo que tem relações com “pessoas ligadas a essas minorias”. Segundo o vereador, elas também repudiam o uso da linguagem neutra. “Esse uso da nossa língua é uma agressão”, completou. 

Após a aprovação, o texto seguirá para a sanção do prefeito de Criciúma Clésio Salvaro, do PSDB. Na votação, que aconteceu na última segunda-feira, 2, 14 vereadores votaram a favor da PL, um foi contrário e o outro se absteve.