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Vespas assassinas são vistas pela primeira vez nos Estados Unidos

Com mais de cinco centímetros de comprimento, esses insetos são comuns na Ásia — e podem matar até seres humanos

Penélope Coelho Publicado em 06/05/2020, às 07h00

Fotografia de uma vespa asiática gigante
Fotografia de uma vespa asiática gigante - Wikimedia Commons

O ano de 2020 já tem sido atípico o suficiente com a pandemia de coronavírus que assola o mundo. Porém, mais um problema está aterrorizando alguns norte-americanos, em Washington.

Pela primeira vez uma espécie de vespas asiáticas gigantescas, apelidadas de vespas assassinas, foi vista nos Estados Unidos. Segundo cientistas, apicultores da região registraram dezenas de abelhas mortas de maneira brutal, com suas cabeças arrancadas. Essa situação vem colocando em cheque a população de abelhas, já em declínio no país.

Esses insetos são considerados as maiores vespas do mundo e podem matar até mesmo humanos com seu veneno, caso a pessoa seja picada muitas vezes. Mas, afinal de contas, como essa espécie chegou aos Estados Unidos?

Para os cientistas, não há uma resposta exata, isso pode ter acontecido de diversas maneiras: "Às vezes, insetos podem ser transportados em caixas no comércio internacional - em alguns casos até mesmo deliberadamente.”, afirmou o pesquisador Seth Truscott, da Faculdade de Ciências Agrárias, Humanas e Recursos Naturais da WSU.

Perigo eminente

A primeira vez em que essa espécie foi vista nos Estados Unidos foi em dezembro, porém, os cientistas acreditam que as vespas tenham começado a se proliferar somente em abril quando as rainhas saíram da hibernação com objetivo de formar novas colônias.

Segundo o Departamento de Agricultura de Washington, a invasão desses insetos pode acarretar em impactos negativos para o meio ambiente e para a saúde pública do Estado.

Atualmente, as autoridades estão trabalhando na localização desses ninhos para destruí-los. Já para a população que avistar uma comunidade de vespas assassinas, a recomendação é relatar o ocorrido para os funcionários do Estado.