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Vice-presidente da Câmara diz que ‘existem indícios’ favoráveis ao superpedido de impeachment de Bolsonaro

Em entrevista ao Estadão, Marcelo Ramos falou sobre os ataques que vem recebendo do presidente. “Se não fizermos isso, Bolsonaro vai avançar e marchar sobre a democracia"

Fabio Previdelli Publicado em 21/07/2021, às 17h00

O vice-presidente da Câmara Marcelo Ramos
O vice-presidente da Câmara Marcelo Ramos - Divulgação/Câmara Legislativa

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, falou sobre os ataques que vem recebendo do presidente Jair Bolsonaro. Em sua opinião, a Câmara precisa estabelecer um limite que não pode ser ultrapassado pelo chefe de Estado. “Se não fizermos isso, Bolsonaro vai avançar e marchar sobre a democracia”, alertou. 

No momento, Ramos está analisando o superpedido de Impeachment reunido por diversos partidos de oposição e do centro conta Bolsonaro. Para ele, diante de uma leitura preliminar, o documento apresenta indício de que o presidente possa ter cometido crime de responsabilidade.  

“Existem indícios. Ameaçar não fazer a eleição [devido ao pedido de voto impresso] me parece um indício. Ameaçar a ordem democrática ao participar de atos que pedem o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) é algo que precisa de uma análise mais profunda”, explica. 

Marcelo Ramos não descarta a possibilidade de levar adiante o pedido de afastamento de Bolsonaro, porém, ressalta que só fará isso caso o presidente da Câmara, Arthur Lira, tenha que se ausentar.  

“Hoje sou eu, ontem foi Joice Hasselmann, anteontem foi Alexandre Frota e, recentemente, foi Luisa Canziani. Se não reagirmos, amanhã será Arthur Lira e a Câmara dos Deputados inteira”, alertou.

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