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Vídeo: Som de buraco negro engolindo uma estrela é revelado

Cientistas publicaram áudio do fenômeno acontecendo, veja!

Alan de Oliveira | @baco.deoli, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 05/05/2022, às 12h26 - Atualizado às 13h18

Arte de um buraco negro engolindo astros
Arte de um buraco negro engolindo astros - Wikimedia Commons/ Quantum squid88 - Own work

O recebimento de um som emitido por um buraco negro, nesta quarta-feira, 4, foi muito  celebrado por cientistas do "Instituto de Tecnologia de Massachusetts" (MIT), como parte de uma pesquisa sobre assinaturas de reverberação de binários de raios-X de massa baixa.

Segundo os pesquisadores, no áudio de 13 segundos, é possível ouvir os sons de um buraco negro devorando uma estrela na órbita. Para reverberar o som ao ponto de captação, foi necessário utilizar ecos de luz de raio-x, emitidos quando há gás e poeira sendo puxada pelo “devorador”.

Conforme os autores do estudo, publicado na segunda-feira no “The Astrophysical Journal”, suas descobertas podem ajudar a entender como os buracos negros supermassivos moldam a formação de galáxias inteiras ejetando partículas cósmicas.

Os buracos negros são como um poço gravitacional espaço-tempo extremamente forte. Segundo o MIT, os ambientes extremos dessas regiões misteriosas do universo só brilham quando "comem" uma estrela, ponto em que sugam gás e poeira estelar e emitem poderosas rajadas de raios-X. Veja o vídeo:

Explicações técnicas para o feito

Erin Kara, professora assistente do Departamento de Física do "MIT", diz que o que se escuta neste áudio é uma simulação que usa ecos de raios-X causados ​​por estrelas capturadas, convertidos em ondas sonoras audíveis. Isso porque, a anos-luz de distância, é impossível gravar o som original.

Ela explica que o círculo branco central visto no vídeo, representa a localização do horizonte de eventos do buraco negro. Os ecos de luz, são codificados em um esquema de cores de acordo com sua frequência. A simulação usa luz de baixa frequência para combinar sons de baixa frequência, segundo a apuração do portal “Olhar Digital”.