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Vikings tiveram papel fundamental no crescimento populacional da Irlanda, indica estudo

Um declínio populacional perdurou por quase 200 anos e só foi interrompido quando os guerreiros se estabeleceram por lá no século 10

Fabio Previdelli Publicado em 26/08/2019, às 17h00

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Crédito: Reprodução

Uma nova pesquisa realizada por acadêmicos da Queen’s University Belfast (QUB) mostra que a Irlanda passou por sério declínio populacional antes da chegada dos Vikings, e que eles foram os principais responsáveis pelo aumento do número de habitantes na região.

Até o período da Grande Fome – na década de 1840 – o país viveu um momento de expansão de seu povo, mas antes disso os números eram completamente opostos. Um declínio populacional perdurou por quase 200 anos e só foi interrompido quando os vikings se estabeleceram por lá no século 10.

Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores analisaram uma grande base de dados de sítios arqueológicos descobertos durante os anos do Tigre Celta – intervalo de tempo compreendido entre 1995 e 2000 – no qual aconteceu uma explosão na construção de autoestrada e outros desenvolvimentos urbanos.

Os Vikings foram fundamentais para crescimento populacional na Irlanda / Crédito: Reprodução


O Dr. Rowan McLaughlin, pesquisador da QUB, disse que com as interpretações do estudo é possível ver que a população da Irlanda parece ter entrado em inexplicável queda por volta dos anos 700.  

 “Milhões de pessoas viveram na Irlanda durante a pré-história e os primeiros tempos cristãos [...] Por volta do ano 700, essa população entrou misteriosamente em declínio, talvez por causa de guerras, da fome, depestes ou agitações políticas. No entanto, não houve uma causa única ou um evento isolado, pois o declínio foi um processo gradual”.

Os pesquisadores disseram que os dados mostram a importância da migração, já que, sem os vikings, o decréscimo da população poderia ter sido muito pior. “Os vikings se estabeleceram na Irlanda no século 10,durante a fase de declínio e apesar de serem poucos em números, tiveram mais sucesso do que os nativos em expandir sua população”, concluiu McLaughlin.