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Moda com História / Entretenimento

Como ‘O Diabo Veste Prada’ afetou o emocional de Meryl Streep?

A atriz relembrou os bastidores do filme e revelou como foi interpretar a terrível Miranda Priestly em entrevista do ano passado

Isabela Barreiros Publicado em 06/01/2022, às 15h05 - Atualizado em 02/02/2022, às 15h52

Meryl Streep e Anne Hathaway em “O Diabo Veste Prada” (2006) - Divulgação/Fox Films
Meryl Streep e Anne Hathaway em “O Diabo Veste Prada” (2006) - Divulgação/Fox Films

Consolidando-se como um clássico dos anos 2000, “O Diabo Veste Prada” completou a marca de 15 anos em 2021 e o elenco do filme foi convidado para relembrar como foram os bastidores da produção em uma reportagem especial da revista Entertainment Weekly.

Baseado no livro semi-ficcional homônimo de Lauren Weisberger, jornalista que foi assistente de Anna Wintour, editora-chefe da publicação Vogue nos Estados Unidos, o longa-metragem contou com nomes de peso.

Anne Hathaway e Meryl Streep são lembradas até hoje pelos papéis no filme, que rendeu à última, inclusive, um Globo de Ouro pela interpretação de Miranda Priestly, editora da fictícia revista Runaway, que possui um gênio forte e exigências elevadíssimas.

Os espectadores se deparam com uma rotina especialmente conturbada e cansativa da rotina editorial enfrentada pelos jornalistas especializados que cobrem o mundo da moda, com suas grifes históricas e renomadas.

No entanto, para chegar a esse resultado, as gravações de “O Diabo Veste Prada” não foram fáceis. Além de a produção ter enfrentado uma série de dificuldades a partir de um orçamento de US$ 35 milhões, Meryl Streep também sofreu para viver Miranda Priestly.

Recordando os tempos nos sets de filmagem do filme, em ocasião de celebração dos 15 anos do longa, a atriz revelou que se sentia deprimida enquanto gravava, tendo seu emocional especialmente afetado naquele período.

Foi horrível. Eu estava sofrendo no meu trailer e podia ouvi-los se divertindo e gargalhando. Fiquei muito deprimida! Eu me dizia, ‘bem, esse é o preço que você paga por ser a chefona!'", contou a artista.

Segundo Streep, ela havia decidido que iria utilizar uma técnica de interpretação diferente para a produção. Conhecida como “O Método”, o sistema de atuação envolve a busca por treinos que permitam que os atores sintam as emoções dos seus personagens.

Meryl Streep em "O Diabo Veste Prada" / Crédito: Divulgação/Fox Films

Por ter tentado ficar tão próxima da figura tirânica, a atriz acabou por manter uma postura diferente do que teria normalmente, adotando ideais e sentimentos semelhantes com os da editora. Assim, ela teria que ser mais fria com seus colegas de elenco.

Foi a última vez que tentei algo com 'O Método'", afirmou Streep sobre a experiência nas gravações de “O Diabo Veste Prada”.

Quem mais sofreu com o método de atuação usado pela estrela foram as subordinadas dela no filme, Anne Hathaway e Emily Blunt, que interpretaram Andrea e Emily. Ainda assim, Hattaway relatou que se sentiu intimidada e, ao mesmo tempo, protegida.

“Eu sabia que o que quer que ela estivesse fazendo para criar esse medo, eu deveria valorizar porque também sabia que ela estava cuidando de mim”, explicou a atriz ainda em entrevista à Entertainment Weekly.

Ela relembrou: "Tem uma cena em que ela diz: 'você é tão decepcionante quanto o resto daqueles idiotas’. Lembro quando a câmera virou para mim, a pressão realmente me atingiu, e eu tinha tanta fluidez emocional durante o dia até aquele momento, mas simplesmente não estava mais lá”.

“Lembro de ver ela me observando, e ela alterou sua performance rapidamente, apenas a tornou um pouco diferente, e isso trouxe mais de mim, me fez quebrar qualquer barreira que eu tinha", afirmou.​


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