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Personagem fora do set e salários dobrados: 6 curiosidades sobre 'O Diabo Veste Prada'

15 anos após o lançamento, o filme continua sendo um dos mais instigantes para amantes da cultura pop

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 13/11/2021, às 09h00

Cena do filme "O Diabo Veste Prada" com Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt
Cena do filme "O Diabo Veste Prada" com Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt - Divulgação / 20th Century Studios

É difícil apontar um filme que marcou tanto a cultura pop dos anos 2000 tanto quanto “O Diabo Veste Prada”. Inspirado no livro de mesmo nome, a comédia dramática conseguiu uma receita de quase 327 milhões de dólares em cima do orçamento de ‘só’ 35 milhões.

Lançado no Brasil em 22 de setembro de 2006, “O Diabo Veste Prada” completou 15 anos em 2021, e ainda assim prova-se um momento marcante na cultura e nas carreiras de seus protagonistas.

Levando o mundo do jornalismo de moda, seus conflitos, luxos, altos e baixos para o centro da cultura pop, “O Diabo Veste Prada” é um dos filmes mais lembrados dos anos 2000.

O site Aventuras na História listou seis curiosidades sobre “O Diabo Veste Prada”!

1. Confiança no 'Diabo'

O filme de 2006 é baseado em um livro com o mesmo nome, lançado em 2004 e escrito por Lauren Weisberger, que foi assistente por 10 meses de Anna Wintour, editora da Vogue desde os anos 80. 

Com os rumores de que a obra seria baseada na experiência da autora com Wintour, as expectativas já estavam altas para o livro antes mesmo de sua publicação, até mesmo os executivos dos estúdios 20th Century Fox estavam empolgados.

Em 2003, Carla Hacken, a vice-presidente da empresa de entretenimento, teve acesso a um manuscrito de “O Diabo Veste Prada” com apenas 100 das futuras quase 400 páginas e soube naquele momento que gostaria de fazer parte de uma adaptação do livro ao cinema.

No décimo aniversário do filme, Hacken contou à publicação Variety que sentiu que Miranda Priestly, a editora da revista fictícia Runway, era uma das melhores vilãs de todos os tempos. Insistindo que a 20th Century Fox se focasse nesta obra, a vice-presidente conseguiu seu desejo e comprou os direitos para a adaptação antes do livro ser lançado.

2. Como vestir “O Diabo”? 

Cena de "O Diabo Veste Prada" - Foto: Divulgação / 20th Century Fox

 

Ninguém sabia como o filme seria recebido pela editora celebridade Anna Wintour e muitos assumiram que esta reação seria negativa, logo diversas casas de moda tiveram medo de contribuir diretamente com “O Diabo Veste Prada”.

Não que Meryl Streep, a atriz por trás de Miranda Priestly, não tenha usado Prada durante o filme, mas nada veio da marca oficial e sim das conexões da estilista Patricia Field na indústria da moda. As informações vêm da publicação Mental Floss.

Com 100 mil dólares para montar o figurino, a mente por trás das roupas de Priestly conseguiu organizar uma coleção que custava 1 milhão de dólares, quase tudo em peças emprestadas. Ao jornal New York Post, em 2006, Fields apontou a importância destes empréstimos que ela fez.

“Mas nós nunca poderíamos ter feito isso sem meus amigos na indústria da moda me ajudando. Teria sido impossível. O nível de casacos de pelo e bolsas de marca, meu Deus”. 

3. “O Diabo” (quase não) foi Streep

Cena de "O Diabo Veste Prada" - Foto: Divulgação / 20th Century Fox

 

Como repercutido pela Variety em 2016, a dona do papel marcante em “O Diabo Veste Prada”, Meryl Streep, revelou que, na verdade, ela não participaria do filme em primeiro momento. Com inúmeras experiências em que foi paga menos do que merecia, a atriz, que tinha 55 anos na época, não deixaria isso acontecer mais uma vez. 

Streep havia decidido em 2005 que só aceitaria papéis que tivessem o salário apropriado para seu valor — e a primeira oferta da 20th Century Fox não se encaixava nesta categoria, felizmente, eles decidiram dobrar o pagamento para manter a atriz no projeto.

“Era um pouco insultante e não refletia a importância de verdade que eu teria para o filme”, relatou.

4. “O Diabo” ainda vive! Só não em uma série

Cena de "O Diabo Veste Prada" - Foto: Divulgação / 20th Century Fox

 

Ganhando quase 10 vezes mais que o orçamento, era claro que algum tipo de sequência seria imaginada. Entre os rumores de um segundo filme, mais livros e um retorno de Miranda Priestly para as telonas, saíram notícias de uma série de “O Diabo Veste Prada” produzida pela Fox Studios já em 2007, um ano depois do lançamento do filme.

Dedicados à pesquisa e criação de uma continuação que mostrasse a rotina de uma editora, os roteiristas até acompanharam Joanna Coles, editora-chefe da revista Marie Claire, no seu dia a dia. No entanto, o projeto nem passou do piloto.

5. Um “Diabo” na vida real?

Cena de "O Diabo Veste Prada" - Foto: Divulgação / 20th Century Fox

 

Método de interpretação se refere ao fato de o ator decide manter-se em personagem mesmo fora das câmeras para que sua performance seja mais crível. Meryl Streep, durante as gravações, usou deste método para conseguir interpretar melhor a vilã, Miranda Priestly. 

No primeiro dia, Streep elogiou Anne Hathaway e comentou que estava muito feliz de trabalhar com a futura Andy. No entanto, avisou que não seria mais gentil com a colega, durante a gravação do filme.

Na época, Meryl Streep falou com a Entertainment Weekly sobre esta decisão: "Foi horrível! Eu estava miserável no meu trailer. Eu podia ouvir todos eles dançando e rindo. E eu estava tão deprimida. Eu disse: 'Bem, é o preço que você paga por ser a chefe’".

6. Desesperada para trabalhar com “O Diabo”

Cena de "O Diabo Veste Prada" - Foto: Divulgação / 20th Century Fox

 

Anne Hathaway conseguiu o papel de Andy e tornou-se a protagonista de “O Diabo Veste Prada”, mas, foi muito por pouco, sendo a nona atriz procurada para interpretar a assistente de Miranda Priestly — fato que a artista revelou em uma aparição especial no reality show Rupaul’s Drag Race, falando com as concorrentes.

Depois que a estrela de “Meninas Malvadas”, Rachel McAdams, recusou o papel e os produtores enxergaram a dedicação e talento de Hathaway, foi Anne a escolha final para esta interpretação que mudou sua carreira.