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Revolução nos anos 1960: A rebelde criação da minissaia

A saga da icônica peça de Mary Quant rendeu episódios curiosos

Pamela Malva Publicado em 06/11/2021, às 09h00

Fotografia da estilista Mary Quant
Fotografia da estilista Mary Quant - Jack de Nijs/ Anefo/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

Até meados do século 20, os vestidos e saias criados para o público feminino em todo o mundo eram bastante longos. Foi apenas em 1925, por exemplo, que a primeira mudança aconteceu: naquele ano, as saias subiram escandalosamente até os joelhos.

Mais tarde, durante um período conhecido como Swinging London, uma estilista britânica criou a peça que roupa que iria mudar completamente a relação que as mulheres tinham com seu guarda-roupa. Focado na juventude e suas músicas, roupas e cosméticos, o movimento cultural vigorou na Inglaterra entre 1960 e 1967.

Aqueles eram tempos de estabilidade econômica e política, no qual as jovens da Europa podiam gastar dinheiro tranquilamente, sem se preocuparem com as mesmas coisas que seus pais — que passaram com temor pela Segunda Guerra Mundial.

Pensando nisso, a estilista Mary Quant, dona da butique Bazaar, criou a atemporal minissaia — cujo nome fora inspirado no Mini Cooper. Conhecida por suas coleções com linhas simples e de cintura baixa, Mary criava peças divertidas e fáceis de usar.

E quando se fala em minissaias, não se pode deixar de citar a modelo ideal da cultura Mod, que foi a inglesa Twiggy. Com um corpo esguio e longilíneo, cabelo curto repartido ao meio e um ar andrógeno, ela fez muito sucesso nas revistas da época, sendo a primeira modelo a atingir fama internacional e considerada “O Rosto do Ano”, em 1966.

A rica criação é tema do novo episódio do podcast ‘Aventuras Narradas em Moda com História’, narrado pela especialista em História da Moda e idealizadora do projeto, Laura Wie

Confira o episódio abaixo!