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A conturbada vida sexual de Joan Crawford

A atriz que ficou conhecida pelos seus filme nos anos 30 e 40, era conhecida por seu talento mas também pela sua vida por trás das câmeras

Paola Churchill Publicado em 09/03/2020, às 21h00

Joan Crawford e Clarke Gable em Almas Rebeldes, 1940
Joan Crawford e Clarke Gable em Almas Rebeldes, 1940 - Wikimedia Commons

Joan Crawford começou sua carreira como bailarina, mas logo se destacou nas produções hollywoodianas entre 1925 até 1977. Em 1945, recebeu a sonhada estatueta dourada por sua atuação em Almas em Suplício (1944). Mas, além de ser famosa por suas atuações, a atriz era conhecida muito mais por sua vida pessoal.

Uma das principais notícias era sobre sua rivalidade com a outra atriz da geração, Bette Davis. A briga das duas começou por conta de um ator Franchot Tone. Davis, que era o par romântico de Tone em A perigosa (1945), era tremendamente apaixonada pelo rapaz, Joan, por sua vez, recém-divorciada, convidou o ator para um jantar. Ao chegar na residência da queridinha de Hollywood, deu de cara com ela nua. Não demorou muito para os dois se casarem, para infelicidade de Bette.

Crawford era conhecida por seus romances, da esquerda para direita: Clarke Gable, Katherine Hepburn, Marilyn Monroe, Franchot Tone / Divulgação 

 

Em sua biografia, Joan afirmou que mantinha relações sexuais com seu padrasto aos 11 anos, mas que diferente do que se esperava, ela não considerava como se fossem um estupro, mas sim, um ato afetuoso e consensual. A própria afirmou  ainda que que gostava de sexo uma maneira inapropriada para as mulheres da sua época

“A maneira como me expresso foi considerada apropriada apenas para um homem. Era uma necessidade física e emocional. Teve vantagens no prazer que me trouxe, mas também me fez uma vítima – dependente daquilo”. 

Casada quatro vezes e mãe de quatro filhos, Crawford não tinha problemas em se expressar sexualmente. Assumidamente bissexual, a ganhadora do Oscar teve casos com diversas personalidades da época, entre elas: Clarke Gable e até mesmo Marilyn Monroe.

Uma de suas filhas, Christina, confirmou em 2010 o caso que sua mãe tinha com Joy Behar. “Eu era muito pequena, mas sempre soube que sim, que estavam juntas. Naquela época, as pessoas não saíam do armário. Simplesmente se sabia, mas não era de domínio público. Não importava se as pessoas fossem gays, héteros, assassinas ou pedófilas. Tudo era mantido em segredo. De repente, pouco a pouco, os estúdios perderam o poder sobre as estrelas e a verdade começou a vir à luz. Sim, ela era bissexual. Isso é o que eu acredito.”

Apesar de muitos afirmarem que o grande amor de sua vida foi o ator Clarke Gable, os dois nunca chegaram a casar,só mantinham um caso ao longo dos oitos filmes que fizeram juntos. Os dois se conheceram durante as filmagens de Quando o Mundo Dança (1931), eles interpretariam personagens que se odiavam, mas a química deles era tão intensa que acabaram virando o par romântico um do outro. 

Apesar de um romance de idas e vindas, a amizade deles sempre foi a coisa mais importante, e nada mudaria isso. Tanto que, quando Clarke perdeu sua esposa Carole Lombard em um acidente de avião, Crawford foi a pessoa que ajudou o amigo no momento que ele mais precisava. 

Os casamentos de Joan, nunca duraram muito, diziam que ela era uma mulher difícil e com o espírito livre. Crawford tinha problemas também com os quatro filhos que teve, todos diziam que ela era uma mãe ausente. 

O seu último casamento foi o mais duradouro, com o magnata dos refrigerantes americano Alfred Steele, o casamento só teve fim por conta de um ataque cardíaco que o empresário. 

Como Joan era uma de suas herdeiras, com a morte do marido, se tornou uma das principais acionistas da Pepsi, até 1977, quando morreu por conta de um cancêr no fígado. 


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