Personagem Resenha

Colette: A mulher que lutou usando palavras

Filme conta a história da escritora e ativista, que ajudou a conquistar direitos para as mulheres no século 20

quinta 13 dezembro, 2018
Keira Knightley em cena do filme
Keira Knightley em cena do filme "Colette" Foto:Wikimidia Commons

O filme Colette, dirigido por Wash Westmoreland, é baseado na história real da escritora, jornalista e pioneira da luta pelos direitos das mulheres Sidonie Gabrielle Colette (1873-1954), que agora foi eternizada no cinema por Keira Knightley.

A história da escritora foi muito conturbada e sofrida. Colette se casou com Henry Gauthier-Villars, interpretado no filme por Dominic West. Ele era um escritor conhecido como Willy, e publicava os livros de sua esposa em seu nome. O casamento dos dois era o que hoje chamaríamos de abusivo, marcado de muita violência psicológica e autoritarismo por parte do homem.

Notícias Relacionadas

Willy, além de roubar as histórias escritas por Colette, dizendo que ela não venderia nada por ser mulher, também pressionou ela para que o casamento fosse aberto, porque afinal, gostava de casamento apenas quando não o impedia de transar.

Colette escreveu a série Claudine, que contava memórias de sua infância e adolescência, e mesmo que assinada com autoria de seu marido tinha como principal público leitores femininos. Quando a escritora começa a se rebelar mais contra o marido, que fazia dela uma fábrica de textos, ele a prende em um quarto e obriga-a a escrever para ele.

A romancista notou a importância da sua escrita na vida das mulheres e usa a seu favor toda a situação que seu marido a colocou. Começa a escrever sobre seus próprios desejos sexuais com homens e mulheres, passa a ter um romance sério com uma travesti chamada Mathilde de Morny, e usa roupas de estética masculina, um ato libertário que revoluciona corpo e o papel da mulher na sociedade do século 20.

O diretor afirmou que o filme não é uma biografia de Colette, e sim um Longa-metragem que conta a história de sua luta contra o patriarca para poder publicar seus próprios livros e ter seus direitos como mulher.

Mariana Ribas


Leia Mais:

Receba em Casa

Vídeos

Mais Lidas

  1. 1 Crianças que nasceram como resultado do horrível programa Há 82 anos, nazistas começavam seu repugnante programa de ...
  2. 2 Os quatro milênios da Babilônia
  3. 3 Uma tempestade chamada Pagu
  4. 4 Inquisição: A fé e fogo
  5. 5 Marginália: As alucinadas ilustrações dos livros medievais