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Inafundável Molly Brown: a socialite que tornou-se uma das maiores heroínas do Titanic

A milionária usou sua influência para ajudar diversos passageiros que sobreviveram ao naufrágio

Penélope Coelho Publicado em 14/04/2020, às 11h06

A verdadeira Molly Brown ao lado da atriz Kathy Bates
A verdadeira Molly Brown ao lado da atriz Kathy Bates - Divulgação

Em 14 de abril de 1912 o mundo estava diante do naufrágio mais impactante da História. O RMS Titanic afundou quatro dias depois do início de sua viagem inicial - que saiu de Southampton na Inglaterra, com destino à cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

A tragédia rendeu ao cinema americano uma de suas obras mais famosas, o filme Titanic lançado em 1997, dirigido por James Cameron. No longa, alguns personagens como Jack e Rose foram criados através da visão do diretor, porém, outros realmente existiram e tiveram um papel marcante nessa historia. É o caso de Margaret Brown, retratada como uma milionária bem-humorada interpretada pela atriz Kathy Bates.

Molly Brown, como ficou conhecida, nasceu nos Estados Unidos no ano de 1867, filha de imigrantes, ela veio de uma família humilde e frequentou a escola somente até os 13 anos de idade, logo depois já teve que começar a trabalhar para ajudar sua família. Aos 18, se mudou para o Colorado, onde começou a trabalhar em uma tapeçaria e conheceu James Joseph Brown, o homem que viria ser seu marido no futuro.

No final do século 19, já casada, Molly viveu uma reviravolta repentina: seu marido encontrou ouro no fundo de uma mina. Brown passou a integrar a alta sociedade. James, logo se tornou um dos homens mais ricos do estado do Colorado.

No entanto, essa mudança não fez com que Molly deixasse seus princípios de lado, por isso, ela começou a se envolver em causas das mulheres, crianças e trabalhadores. Inclusive, ajudou a estabelecer uma seção da Associação Nacional Americana do Sufrágio Feminino no Colorado e o primeiro Juizado de Menores dos Estados Unidos.

Retrato de Molly Brown / Crédito: Wikimedia Commons

 

Inspirada pelas Gibson Girls, as mulheres que ditavam a moda, beleza e o estilo de vida das moças ricas da época, Molly criou o hábito de viajar para a Europa, onde estudava música, teatro e literatura. Foi assim que o seu caminho se cruzou com o do Titanic.

Dentro do Navio

No ano de 1912, Molly estava de férias na Europa com sua filha, quando ficou sabendo que seu neto estava doente, assim, embarcou no navio rumo à Nova York. Na noite de 14 de abril daquele ano, quando o Titanic colidiu com um iceberg ao norte do oceano Atlântico, Molly conseguiu se salvar. Sabendo que muitos passageiros não teriam a mesma sorte, ela decidiu ajudar.

Sem se desesperar, a mulher acudiu os passageiros e foi colocando um por um dentro dos botes. Depois disso, foi obrigada a embarcar em um deles, mas, o que Molly realmente queria era voltar para resgatar quem estava congelando na água. Isso fez com que a mulher entrasse em um conflito com Robert Hichens, um marinheiro da embarcação.

Como foi impedida de voltar, decidiu então que iria fazer o que estava em seu alcance. Molly acalmou algumas mulheres que estavam extremamente abaladas, e ajudou ainda mais, remando o bote. Quando os sobreviventes foram resgatados pelo navio Carpathia, a mulher agiu pensando no próximo mais uma vez. Molly ajudou a distribuir alimentos, bebidas e cobertores para os tripulantes.

Brown usufruiu de seu talento com as habilidades linguísticas para amparar os passageiros que não falavam inglês. A mulher era poliglota e com isso, ajudou alemães, russos e franceses a se comunicarem para que pudessem encontrar seus familiares. 

Fotografia de Molly Brown / Crédito: Divulgação 

 

A vida pós Titanic

Quando Margareth finalmente chegou à cidade de Nova York, suas ações já reverberavam na imprensa mundial, ganhando o cargo de presidente do Comitê de Sobreviventes do Titanic, ela ainda arrecadou quase 10 mil dólares para quem perdeu tudo no naufrágio.

Além disso, durante a Primeira Guerra Mundial, Molly viajou para a França e ajudou a estabelecer uma estação médica para socorrer os soldados. A milionária manteve seu trabalho filantrópico e social até o fim de sua vida, quando em 1932, faleceu com um tumor no cérebro.

Além do cinema, sua história também foi contada no teatro, na década de 1940 sua vida inspirou a peça da Broadway intitulada The Unsinkable Molly Brown, quando ficou popularmente conhecida como Molly, a inafundável. Essas obras deixaram a memória da mulher generosa que foi Molly, viva para sempre.


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