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Rasputin, o Grande: Pênis do conselheiro do czar não encontrou o descanso final

As aventuras sexuais do monge do Império Russo resultaram na sua castração. Hoje, o órgão de 28,5 centímetros repousa num museu da Rússia. Confira a imagem!

Vinícius Buono Publicado em 14/07/2019, às 12h00

Grigori Rasputin, foto colorida artificialmente
klimbims / flickr

Grigori Rasputin foi uma figura peculiar e influente na história russa. Nascido como camponês de família humilde, ele se tornou místico e autoproclamado monge após uma peregrinação religiosa. Sua ascensão pela Igreja Ortodoxa foi meteórica, atraindo a atenção do Czar Nicolau II.

O filho do Tsar, Alexei, era hemofílico e teria sido curado pelo monge de uma hemorragia que colocava sua vida em risco. Daí em diante, Rasputin adquiriu grande influência sobre todos os Romanov, a última família real russa.

O bruxo era uma figura controversa, para dizer o mínimo. O místico teria feito ao Czar uma profecia acerca de sua morte: ele seria assassinado antes do final do ano de 1916. Se fosse por seus irmãos, os camponeses, tudo estaria bem, se fosse por nobres aristocratas (“os seus”, como ele se referiu ao governante), os filhos do Imperador estariam mortos em dois anos.

Dito e feito, Rasputin foi assassinado em emboscada feita por nobres russos em dezembro de 1916, e em 1918 toda a família Romanov foi brutalmente executada pelos revolucionários bolcheviques.

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Durante a Primeira Guerra Mundial, a influência de Rasputin cresceu rapidamente sobre a alta cúpula do Império Russo. Com o czar liderando tropas na Europa, ele se tornou confidente e consultor da Czarina Alexandra. Nessa época, entregou-se de vez ao álcool e à libertinagem, com diversas histórias sobre casos e aventuras sexuais que tinha com as mulheres russas (os boatos envolviam até a própria Czarina).

Assim, reza a lenda que seus assassinos castraram-no antes de jogá-lo no rio. O problema é que a ferramenta do monge tinha absurdos 28,5 centímetros de comprimento. Nem o famoso General Inverno, a mítica personificação do rigoroso inverno russo, era capaz de fazê-lo passar vergonha.

Quase um século mais tarde, em 2004, o urologista e sexólogo russo Igor Knyazkin abriu um museu de sexo e erotismo em São Petersburgo. A principal peça exposta? Um massivo pênis conservado em solução alcoólica que, segundo o russo, pertencia a Rasputin.

O urologista afirma tê-lo comprado por 8 mil dólares na França, junto com os arquivos das cartas manuscritas de Rasputin. O museu conta com mais de 12 mil itens, e ele se orgulha de dizer que diversos membros da elite russa contribuíram para o acervo.

Mas nenhum atrai tantos visitantes quanto o órgão sexual do monge. Knyazkin também afirma, que olhar para o órgão por algum tempo, pode cura a impotência sexual - isso se o homem que o fizer conseguir evitar os problemas de autoestima.

A Guerra Fria pode ter acabado nos anos 90, mas Knyazkin a mantém viva de uma maneira esquisita, dizendo que agora, finalmente, os russos podem parar de ter inveja dos Estados Unidos, que possuem o pênis de Napoleão em exposição. “Não pode ser comparado ao nosso órgão de 30 centímetros”.