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Romance com o próprio enteado e obsessão estética: a conturbada carreira de Gloria Grahame

Conheça as tragédias e polêmicas que tornaram Grahame um dos nomes mais polêmicos de Hollywood

Penélope Coelho Publicado em 16/04/2020, às 13h45

Gloria Grahame na década de 1940
Gloria Grahame na década de 1940 - Wikimedia Commons

Conhecida por seu gênio forte - que deixava transparecer no set de filmagem -, Gloria Grahame, nasceu na cidade dos artistas americanos, Los Angeles, no dia 28 de novembro de 1923. Sua carreira começou no teatro como a de muitas outras, mas, em 1944, aos 23 anos, ela chamou a atenção de produtores de cinema e foi convidada para o seu primeiro papel nas telonas, no filme Blonde Fever, 1944. Pouco a pouco, a bela foi conquistando seu espaço.

Em 1946, conseguiu um pequeno papel na produção da MGM - A Felicidade Não Se Compra. Porém, a produtora percebeu que a personalidade de Gloria não se encaixava bem nos dramas e romances musicais. Sua carreira começou a deslanchar quando a atriz passou a interpretar papeis de mulheres sexys em suspenses, ou, filmes policiais.

Por seu papel no longa Assim Estava Escrito - The Bad and the Beautiful, de 1952, a atriz recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, mesmo tendo apenas 9 minutos de tela. Sua presença era mesmo marcante, ao longo da carreira ela estrelou diversos papeis em filmes noirs na era de ouro do cinema.

Ainda em 1952, ela esteve no filme Sudden Fear e nos anos seguintes atuou em mais algumas produções: The Big Heat, em 1953 e Oklahoma, em 1955. Depois disso, alguns escândalos em sua vida íntima fizeram com que a carreira da atriz começasse a entrar em um declínio.

Vida pessoal

Gloria Grahame em campanha publicitária, no ano de 1947 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Diferente da mulher sexy e confiante que ela interpretava no cinema, essa não era a imagem que Gloria tinha de si mesma, na verdade, Grahame tinha sérios problemas com sua autoimagem e realizou diversos procedimentos estéticos. Uma dessas cirurgias inclusive, causou uma paralisia em seu lábio superior, modificando bastante sua aparência e fala.

Em sua vida amorosa, Gloria era intensa. A mulher se casou quatro vezes e teve quatro filhos, após se divorciar do ator Stanley Clements, ela se casou novamente, o mais chocante foi a rapidez: apenas um dia depois do divórcio com Clements, o escolhido para ser o novo marido de Gloria foi o diretor Nicholas Ray.

Porém, essa não foi a maior polêmica envolvendo o nome de Grahame. Em 1957, após de separar do produtor e roteirista Cy Howard, Glória se casou com Tony Ray, filho de seu segundo marido Nicholas Ray, fruto de outro casamento do diretor.

A bomba estourou quando Nicholas afirmou que a relação havia começado quando seu filho tinha somente 13 anos, o homem afirmou que pegou os dois em flagrante quando ele e Gloria ainda eram casados, essa teria sido a causa do divórcio. Depois disso, Hollywood deu as costas para Gloria Grahame.

 Gloria Grahame ao lado do ator Philip Reed em set de filmagem em 1947 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Últimos anos

O escândalo em sua vida pessoal, a batalha pela guarda dos filhos na justiça e a sua obsessão com a aparência, levaram a atriz a atingir o limite da saúde mental. Ela se internou em uma clínica psiquiátrica, logo após o fim do tratamento, Gloria decidiu voltar para o teatro.

Em 1974, ela foi diagnosticada com câncer de mama, a mulher seguiu com sua carreira de atriz nos palcos e por isso, preferiu não revelar para a imprensa que estava doente. Gloria parou de fumar e beber, mudou sua dieta e passou por tratamentos com radioterapia, menos de um ano depois, seu câncer entrou em remissão.

Porém, em 1980 ele voltou ainda mais forte, Grahame novamente escondeu seu diagnóstico e se recusou a aceitar a doença, dessa vez não procurou tratamento. Gloria não parou de trabalhar e fazia peças no Reino Unido e Estados Unidos. Em 5 de outubro de 1981, a atriz voltou para os EUA na companhia de dois filhos e foi imediatamente internada no hospital, onde morreu poucas horas depois, aos 57 anos.

Sua história foi contada no filme Estrelas de Cinema Nunca Morrem, em 2017. A produção mostra a vida da atriz já com 50 anos vivendo seu último romance, dessa vez com o jovem ator de teatro Peter Turner, que esteve com ela até o fim de sua vida. O longa retrata as polêmicas que cercaram a musa. Interpretada pela atriz Annette Bening, o filme deixa a memória e o legado de Gloria Grahame, vivo para sempre.


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