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3.204 anos da Queda de Troia: conheça a mais famosa guerra antiga, que talvez nunca tenha existido

A mais famosa disputa bélica da antiguidade é questionada por alguns historiadores, mas o reino de Príamo era considerado inexistente até o século 19

André Nogueira Publicado em 24/04/2020, às 07h40 - Atualizado às 07h45

Queda de Troia
Queda de Troia - Wikimedia Commons

Posicionada entre a história concreta e a mitologia, a Guerra de Troia é muito discutida entre os historiadores. Antigamente, se acreditava que o fato era pura invenção das histórias de Homero, mas no século 19, escavações revelaram a historicidade da cidade: em 1868, Frank Calvert provou que as ruínas encontradas por Heinrich Schliemann em Hisarlik, na Turquia, era o antigo reino de Príamo.

Desde Tucídides, a análise crítica sobre o passado acreditava na Guerra de Troia, mas não se tinhs real certeza. Nos séculos futuros, principalmente a partir do 17, passou-se a acreditar que a Ilíada era pura ficção ideológica, até a descoberta de Schliemann. Porém, o século 20, na arqueologia clássica, foi marcado pelos debates em relação a essa disputa.

Entre as referências documentais que levam a crer na existência de Troia, estão as Cartas de Tawagalawa, uma série de escritos diplomáticos do rei Hatusil III, dos Hititas, em que se fala de Uilussa, uma cidade-estado referida como Alaksandru em outro tratado: Alexandre é como Páris de Troia é chamado na Ilíada. Há pesquisadores que acreditam que a Guerra histórica esteja relacionada a ataques hititas na Turquia após rompimento da cidade com o império de Tudalia IV.

No mármore romano, Heitor, irmão de Páris e filho de Príamo, é levado de volta a Troia após ser morto por Aquiles / Crédito: Wikimedia Commons

 

Outros pesquisadores acreditavam que o evento tivesse relação a fenômenos mais amplos da antiguidade, como Moses Finley, inicialmente um forte crítico da crença na existência do reino. Em Aspectos da Antiguidade, ele relaciona o conflito ao fluxo migratório micênico pré-classico, causado pela invasão dórica do Peloponeso no século 11 a.C. Porém, como não há registros de uma invasão marítima da Anatólia, a existência da guerra ainda é muito questionada pelos céticos.

Já segundo a mitologia, a Guerra de Troia foi um evento político e religioso que abriu espaço para a hegemonia grega. Tudo teria começado quando Páris, filho do rei Príamo de Troia, roubara Helena de Menelau, rei de Esparta, por conta de um acordo com Zeus. Isso desencadearia um conflito de 20 anos, que inicialmente tivera como protagonista o jovem Aquiles.

Aquiles, morto pela flecha de Filolectes, sabia que morreria: foi-lhe profetizado que se fosse à guerra, perderia a vida, mas seria eternamente lembrado. Porém, nesses 20 anos, um jovem rei de Ítaca chamado Odisseu teria lutado no lado grego e fora responsável pela vitória: mais um estrategista do que um guerreiro, ele bolou o plano do Cavalo de Troia.

O cavalo de Troia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Basicamente, os gregos montaram um grande cavalo de madeira e deram-lhe de presente aos troianos. Quando colocaram o animal para dentro das muralhas, não se percebeu que seu interior estava cheio de soldados e, quando os troianos dormiram, os gregos saíram da arapuca e mataram a todos. Com isso, destruiu-se Troia, dando vitória à Grécia.


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