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5 curiosidades sobre o 'Portão do Inferno' da Roma Antiga

Um mistério de mais de dois mil anos foi revelado por um grupo de cientistas

Redação Publicado em 16/01/2022, às 08h00 - Atualizado em 15/04/2022, às 08h00

Reprodução gráfica de local utilizado para rituais
Reprodução gráfica de local utilizado para rituais - Divulgação / Universidade de Salento

Há mais de 2 mil anos, um curioso local pertencente à atual Turquia, conhecido pelos antigos romanos como 'Portão do Inferno', era utilizado para cerimônias religiosas.

No local, animais eram levados para um sacrifício, uma vez que morriam pelo simples fato de se aproximarem da região.

A explicação para o fenômeno surgiu somente em 2018, a partir de estudos realizados por cientistas da Universidade de Salento, na Itália. 

Pensando nisso, separamos 5 curiosidades sobre o estudo.

Ruínas de Hierápoles / Crédito: Divulgação / Discovery News

1. Dedicado ao deus Plutão

As ruínas de Hierápolis, onde fica o famoso Portão do Inferno, abrigava um templo em homenagem a Plutão, deus ligado à morte e ao submundo. A região foi redescoberta na década passada, por uma equipe de arqueólogos.


2. Animais sufocados

"O local está repleto de um vapor tão denso e nebuloso que dificilmente pode se ver o chão. Qualquer animal que passa por dentro dessa câmara encontra a morte de maneira instantânea. Eu arremessei alguns pardais (no local) e eles deram seu último suspiro e caíram", dizia o antigo historiador grego Strabo sobre o misterioso local.

Imagem das ruínas / Crédito: Wikimedia Commons / Mach

Cientistas atuais, porém, perceberam que a região ainda hoje possui alto nível de letalidade, já que, durante suas análises, animais que se aproximaram das ruínas ficaram sufocados e morreram.


3. Gás tóxico

Após uma análise geológica, a equipe foi capaz de descobrir que as mortes estão ligadas à atividade vulcânica da região, sem ligação com o 'tinhoso'. 

Acontece que uma grande quantidade de dióxido de carbono é liberada por meio de uma fissura existente em uma das rochas de uma caverna próxima.

Segundo os profissionais, esse gás se espalha por toda a região onde ficava o antigo templo.

Ruínas em sítio arqueológico localizado na Turquia / Crédito: Wikimedia Commons / Elena Pleskevich

4. Maior concentração 

Os cientistas também concluíram que a maior concentração de dióxido de carbono pode ser encontrada durante a noite.

Conforme suas observações, o gás seria dissipado durante o dia devido à luz solar e, pela noite, manteria sua concentração.

5. Por que sacerdotes não morriam?

O gás na região se acumula somente nos primeiros 40 centímetros acima do chão, de modo que os religiosos nunca entravam em contato direto com a substância quando tinham de realizar sacríficos de animais.

Quando entravam na caverna para mostrar supostos poderes, seguravam a respiração, já que tinham conhecimento da presença do gás tóxico. 


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