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O pesadelo dos nazistas: Conheça as 5 maiores espiãs da Segunda Guerra

Durante o conflito contra a Alemanha Nazista, muitas mulheres se destacaram pelo papel ativo e decisivo

André Nogueira Publicado em 03/09/2019, às 11h00

The White Mouse
The White Mouse - Reprodução

Na Segunda Guerra, a espionagem teve papel ativo nas redes de Inteligência e estratégia entre os países. Ela foi decisiva para a vitória dos Aliados em diversas batalhas. Entre os grupos de inteligência responsáveis pela captação das informações inimigas, muitas mulheres se destacaram.

Conheça as cinco maiores espiãs da Guerra.

1. Nancy Wake

Codinome: The White Mouse

Crédito: Reprodução

 

Wake era uma agente britânica, membro da resistência francesa. Com a tomada da França em 1940, participou das redes de mensagem entre os grupos insurgentes e ingressou na equipe de fugas de Ian Garrow, até se tornar a pessoa mais procurada pela Gestapo, uma grande recompensa era oferecida pela sua cabeça.

Ao retornar à Grã-Bretanha, ingressou no da Special Operations Executive e recebeu a missão de chegar de paraquedas em Auvergne, para encabelar a ligação das mensagens entre Londres e a resistência local. Lá, comandou uma batalha entre partisans e a SS, e venceu. Após o fim da guerra, tornou-se uma das mulheres entre os Aliados com maior número de condecorações de guerra.

2. Violette Szabo

Codinome: Louise

Crédito: Wikimedia Commons

 

Nascida na França, Szabo era de origem britânica e membro do Serviço Secreto, atuando na sessão F da Special Operations Executive durante a Segunda Guerra Mundial. Foi lá que criou uma rede de contatos na Resistência Francesa.

Por isso, executou grande parte de suas missões em território francês ocupado. Em uma delas, foi presa pelo Exército nazista e mandada para o campo de concentração de Ravensbrück, onde foi julgada e executada, em fevereiro de 1945.

3. Virgínia Hall

Codinome: Diane

Crédito: Reprodução

 

Estadunidense de Baltimore, Hall foi uma espiã que também ingressou na Special Operations Executive para atuar na Guerra. Depois de um tempo, ingressou na CIA, atuando no Office os Strategic Services e na Special Activities Division.

Ela teve inúmeros nomes durante a Guerra, entre eles diversos codinomes do serviço secreto, como Marie Monin, Germaine, Camille e Marie de Lyon, além do apelido Artêmis, dado pelos alemães. No fim da guerra, foi considerada uma das mais perigosas espiãs pela Gestapo.

4. Odette Hallowes

Codinome: Lise

Crédito: Wikimedia Commons

 

Uma das mulheres mais notórias da Guerra, Odette (conhecida pelos sobrenomes Sansom e Churchill) era uma oficial da inteligência aliada, ingressando na SOE durante o conflito. Destacou-se por diversas façanhas bélicas no comando de tropas partisans contra os nazistas e, depois de capturada, ficou famosa por ter resistido a um brutal interrogatório, sem revelar grandes informações.

Como uma das poucas sobreviventes das prisões políticas alemãs, ela foi a primeira mulher a receber a Cruz de Jorge como condecoração, além de ser a primeira indicada como Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra.

5. Lise de Baissac

Codinome: Odile

Crédito: Wikimedia Commons

 

Nascida nas ilhas africanas das Maurícias, Odile é considerada heroína da SOE, com destaque por ter comandado diversas operações autônomas contra a Alemanha. Entre suas façanhas, é famosa por duas principais.

A primeira é de quando foi mensageira da rede de comunicações SCIENTIST, entrando em contato com as redes PHYSICIAN e BRICKLAYER com o objetivo de viabilizar a transferência de armas do Reino Unido para os partisans franceses.

Nessa primeira missão, quebrou uma perna. Quando se curou, Odle pôde retornar à França, em 1944, para trabalhar na rede PIMENTO, de Antony Brooks (Marguerite). Nessa rede, comandou uma pequena equipe responsável por interditar 82 navios de guerra alemães das divisões Das Reich, Deutschland e Der Führer.