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Beleza estonteante e romance trágico: 5 mitos sobre a grande Cleópatra

Com o passar dos anos, diversos filmes e obras bibliográficas criaram uma narrativa diferenciada da última rainha do Egito

Joseane Pereira/Atualizado por Pamela Malva Publicado em 10/07/2020, às 08h00 - Atualizado em 10/05/2021, às 18h00

Elizabeth Taylor como Cleópatra
Elizabeth Taylor como Cleópatra - Divulgação/20th Century Fox

Quando o assunto são as produções cinematográficas que homenageiam a grande Cleópatra, o primeiro nome que surge na memória é o de Elizabeth Taylor, atriz que protagonizou o longa sobre a última rainha do Egito lançado em meados de 1963.

A história, contudo, está prestes a ganhar uma nova intérprete: a israelense Gal Gadot, conhecida por seu papel em ‘Mulher-Maravilha’. Sem data de estreia prevista, o novo longa contará com roteiro de Laeta Kalogridis, além da direção de Patty Jenkins.

Apesar dos grandes nomes em sua produção, o filme já foi bastante criticado pela escolha de Gal Gadot. Nesse sentido, muitos entusiastas da história de Cleópatra criticaram o fato de que não foi escolhida uma atriz da mesma nacionalidade da faraó.

O problema é que, ao contrário do que muitos pensam, Cleópatra não era egípcia — fato que Gadot usou para defender a escolha do elenco do novo longa, segundo o site Omelete. Mas quais outros supostos fatos sobre Cleópatra também são apenas mitos?

Confira cinco mitos sobre a grande faraó do Egito:

1. Ela, é claro, não era egípcia

Imagem de Cleópatra e Cesarião no Templo de Hathor, no Egito / Créditos: Getty Images

 

Apesar de ter sido apelidada de Rainha do Nilo, Cleópatra não era egípcia de nascimento. Suas raízes remontam ao grego Ptolomeu I, um dos generais de Alexandre, o Grande, segundo narrou Michael Grant, em sua obra de 1972. Em 323 a.C., após a morte de Alexandre, Ptolomeu ficou responsável pelo império do Egito.

Com o passar dos anos, contudo, a jovem rainha, que era conhecida por ser bastante curiosa e inteligente, incorporou em si diversas características egípcias, além de aprender artes gregas e filosofia, de acordo com a biografia da faraó, lançada em 2010 por Duane W. Roller. Dessa forma, ela conquistou ainda mais o respeito de seu povo.


2. Não era uma mulher superficial

Elizabeth Taylor como Cleópatra em filme de 1963 / Crédito: Divulgação/20th Century Fox

 

Cleópatra era realmente exigente com sua aparência, usando muito do tesouro do país para manter seu estilo de vida. Mas, para além da vaidade, ela era uma mulher extremamente inteligente e bem instruída, ainda de acordo com Duane W. Roller.

Quando subiu ao trono, aos 17 anos, ela falava uma dúzia de idiomas, segundo narrou Stacy Schiff, em sua obra de 2011. Tinha grandes conhecimentos em matemática, filosofia e astronomia e também possuía domínio nas artes da guerra e na política.


3. Não era parecida com Elizabeth Taylor

Moeda de Cleópatra cunhada em Israel / Crédito: Wikimedia Commons

 

Reza a lenda que Cleópatra conseguiu seduzir os dois homens mais poderosos de sua época: Júlio César e Marco Antônio. E ela foi interpretada por mulheres lindas de Hollywood, como Vivian Leigh e Elizabeth Taylor. Mas ao contrário do que muitos acreditam, a rainha não seria muito atraente para nós hoje em dia.

De acordo com Diana Preston, em seu livro sobre Cleópatra lançado em 2009, moedas e bustos do passado são as fontes mais fieis da verdadeira aparência da faraó e mostram-na com um queixo saliente, nariz pontudo e testa proeminente. 

Até a famosa franjinha, exibida pelas atrizes nos filmes, era falsa: na verdade, ela raspava a cabeça (como os egípcios costumavam fazer) e usava perucas com cabeços trançados e um coque de cachos curtos ao redor da testa, segundo narrou Francisco Pina Polo.


4. Ela não tirou a própria vida por amor a Marco Antônio

Busto de mármore retratando Marco Antônio / Crédito: Wikimedia Commons

 

O relacionamento entre Cleópatra e MarcoAntônio teve um fim trágico: ao perder a disputa pelo poder do Império Romano contra Otávio, o general acabou esfaqueando a si mesmo após ouvir que sua amada havia se suicidado. Em uma confusão histórica, Antônio morreu nos braços de Cleópatra, que se suicidou posteriormente.

Mas, na verdade, a Rainha não tinha outra escolha: o Egito havia sido tomado por Roma e, caso não se matasse, ela seria exibida pelas ruas como um troféu, segundo narrou Duane W. Roller. E isso, para Cleópatra, era simplesmente impensável.


5. A faraó não morreu depois de ser picada por uma serpente

Pintura representando morte de Cleópatra por mordida de cobra / Crédito: Wikimedia Commons

 

No ano 30 a.C., após serem encurralados pelas forças de Otávio em Alexandria, Cleópatra e Marco Antônio morreriam por conta própria. Mas a forma como a rainha se matou foi um mistério por muito tempo: segundo a lenda, ela teria adquirido uma Asp, ou serpente egípcia, para morder seu braço.

Segundo obra escrita por Stanley M. Burstein em 2004, a faraó tinha, de fato, pequenas feridas em seu braço, mas que podem ter sido deixadas por uma agulha. O mais provável, portanto, é que ela tenha se espetado com um alfinete mergulhado em veneno letal, que escondia em um de seus pentes de cabelo.


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