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5 mitos sobre Cleópatra, a última faraó do Egito

Filmes e lendas propagaram muitas histórias sobre a Rainha. Confira aqui quais delas são mentiras

Joseane Pereira Publicado em 15/10/2019, às 08h00

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- MGM

5. Cleópatra era egípcia

Apesar de ter sido apelidada de Rainha do Nilo, Cleópatra não era egípcia de nascimento. Suas raízes remontam ao grego Ptolomeu I, um dos generais de Alexandre, o Grande. Em 323 a.C., após a morte de Alexandre, Ptolomeu ficou responsável pelo império do Egito.

A jovem rainha, curiosa e inteligente, incorporou em si características egípcias como a língua, que a ajudaram a conquistar o respeito de seu povo.

4. Ela era uma mulher superficial

Cleópatra era realmente exigente com sua aparência, usando muito do tesouro do país para manter seu estilo de vida. Mas, para além da vaidade, ela era uma mulher extremamente inteligente e bem instruída.

Quando subiu ao trono, aos 17 anos, ela falava uma dúzia de idiomas. Tinha grandes conhecimentos em matemática, filosofia e astronomia e também possuía domínio nas artes da guerra e na política.

3. A Rainha do Nilo era linda de morrer

Moeda de Cleópatra cunhada em Israel / Crédito: Wikimedia Commons

 

Diz a lenda que Cleópatra conseguiu seduzir os dois homens mais poderosos de sua época: Júlio César e Marco Antônio. E ela foi interpretada por mulheres lindas de Hollywood, como Vivian Leigh e Elizabeth Taylor. Mas a rainha não seria muito atraente para nós hoje em dia.

Moedas e bustos do passado mostram-na com um queixo saliente, nariz pontudo e testa proeminente. Até a famosa franjinha, exibida pelas atrizes nos filmes, era falsa: na verdade, ela raspava a cabeça (como os egípcios costumavam fazer) e usava perucas com cabeços trançados e um coque de cachos curtos ao redor da testa.

2. Ela se suicidou por amor a Marco Antônio

Busto de mármore retratando Marco Antônio / Crédito: Wikimedia Commons

 

O relacionamento entre Cleópatra e o general Antônio teve um fim trágico: ao perder a disputa pelo poder do Império Romano contra Otávio, Marco Antônio acabou esfaqueando a si mesmo após ouvir que sua amada havia se suicidado. Em uma confusão histórica, Antônio morreu nos braços de Cleópatra, que se suicidou posteriormente.

Mas, na verdade, a Rainha não tinha outra escolha: o Egito havia sido tomado por Roma e, caso não se matasse, ela seria exibida pelas ruas como um troféu. E isso, para Cleópatra, era impensável.

1. Cleópatra morreu com uma mordida de serpente

Em 30 a.C., após serem encurralados pelas forças de Otávio em Alexandria, Cleópatra e Marco Antônio morreriam por conta própria. Mas a forma como a rainha se matou foi um mistério por muito tempo: segundo a lenda, ela adquiriu uma Asp, ou serpente egípcia, para morder seu braço. O mais provável é que ela tenha se espetado com um alfinete mergulhado em veneno letal, que escondia em um de seus pentes de cabelo.


Saiba mais sobre a trajetória de Cleópatra, a serpente do Nilo.

Antônio e Cleópatra: A história dos amantes mais famosos da Antiguidade, Adrian Goldsworthy, 2018

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As memórias de Cleópatra: A filha de Ísis, Margaret George, 2002

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Cleópatra: A rainha do Egito, Clint Twist, 2013

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