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Da recusa de Marlon Brando ao beijo de Angelina Jolie: Os 5 momentos mais bizarros do Oscar

A premiação já passou por episódios que a Academia preferia ver esquecidos

Thais Uehara e Mariana Ribas Publicado em 09/02/2020, às 07h00

Eventos constrangedores do Oscar
Eventos constrangedores do Oscar - Wikimedia Commons

5. Um larápio levou o Oscar

Cena de In Old Chicago / Crédito: Divulgação

Em 1937 a atriz Alice Brady venceu o Oscar como melhor atriz coadjuvante em In Old Chicago, mas não estava presente para receber por conta de um tornozelo quebrado. Um homem na plateia se levantou, afirmou que receberia em nome dela, pegou o prêmio, fez os agradecimentos... e se escafedeu.

Quando a atriz questionou a Academia sobre onde estava seu Oscar, tiveram que admitir que caíram na lábia de um larápio. Outro prêmio foi criado e entregue a ela. Até hoje ninguém sabe quem era o ladrão ou onde está a placa. Sim, placa: coadjuvantes não ganhavam estatuetas até depois da Segunda Guerra.


4. Marlon Brando manda uma mensagem

A icônica cena de 1973 / Crédito: Wikimedia Commons

No ano de 1973, o ator Marlon Brando foi premiado como melhor ator por Don Corleone em O Poderoso Chefão. Na hora que foi chamado ao palco, a atriz indígena Sacheen Littlefeather subiu em seu lugar, vestida em roupas típicas apaches, não só recusando o prêmio, como fazendo um protesto em seu nome. Sacheen discursou: "A comunidade cinematográfica tem sido tão responsável quanto outra qualquer por degradar o índio e ridicularizar seu caráter, descrevendo-o como selvagem, hostil e do mal".

Era uma improvisação: o discurso que Brando havia preparado tinha 15 páginas, mas um produtor ameaçou tirar Sacheen à força se falasse mais que um minuto. Roger Moore, o fanfarrão James Bond que lutou no bondinho do Pão de Açúcar, estava apresentando o prêmio e levou a estatueta para casa. A Academia mandou um segurança armado para retirá-lo.


3. Angelina Jolie beija seu irmão

Angelina Jolie e James Haven / Crédito: Wikimedia Commons

Em 2000, ela concorria a melhor atriz coadjuvante por seu papel-revelação em Garota, Interrompida. Seu irmão James Haven a acompanhou. Ela levou a estatueta e, em seu discurso, afirmou: "Eu... Eu estou em choque... E também estou muito apaixonada pelo meu irmão!".

E, descendo do palco, tascou um mais que selinho na boca do sangue de seu sangue. Quem não falou em incesto achou no mínimo desconfortável. Em 2004, ela se explicou à revista People: "Em primeiro lugar, somos os melhores amigos. E não foi um beijo de língua. É uma decepção que algo tão bonito e puro tenha se tornado um circo".


2. Confusão: La La Land ou Moonlight?

Confusão no momento em que perceberam o erro / Crédito: Divulgação

No Oscar 2017 um evento - considerado o mais constrangedor do século 21 - aconteceu. Os artistas Warren Beatty e Faye Dunaway leram a carta errada. Anunciaram o prêmio mais importante da noite gritando La La Land como vencedor. O elenco foi ao palco, no terceiro discurso um segurança sobe ao palco e vai avisar o erro. Então, depois de três discursos eles avisam que na verdade, quem tinha ganhado era Moonlight: Sob a luz do luar.


1. O peladão

O momento que o homem deixa o palco / Crédito: Wikimedia Commons

O anfitrião David Niven estava apresentando o Oscar em 1974,quando um homem completamente nu (exceto por uma área considerável de sua face coberta pelo majestoso bigode) correu pelo palco com as mãos fazendo um sinal de paz. Era Robert Opel, um artista conceitual, fotógrafo e ativista dos direitos dos homossexuais. Niven não se abalou:

Muito bem, damas e cavalheiros, isso estava quase destinado a acontecer... Mas não é fascinante pensar que provavelmente a única gargalhada que esse homem terá em sua vida foi por tirar a roupa e mostrar sua pequenez?

Boatos correram que os produtores da premiação teriam facilitado o acesso ao palco como um golpe de publicidade. Opel virou uma celebridade passageira, mas teve um fim trágico. Morreu cinco anos depois, em 1979, num assalto a mão armada em seu estúdio em San Francisco.


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