Matérias » Personagem

572 horas ao vivo: conheça a insana jornada do jogador Andrew Bodine

Também conhecido como Giant Waffle, o gamer quebrou o recorde de mais horas jogadas durante streamings em 2019

Pamela Malva Publicado em 10/02/2021, às 08h00

Imagem de divulgação de Andrew Bodine
Imagem de divulgação de Andrew Bodine - Divulgação/Twitter

Em meados da década de 1980, diversos eventos e feiras de videogames tinham como objetivo a conquista de recordes mundiais que pudessem ser incluídos no Guinness. A Twin Galaxies, por exemplo, buscava identificar e catalogar possíveis recordistas.

Com o advento dos famosos streamings, a coisa mudou um pouco de figura. Após a fundação da Twitch, por exemplo, os jogadores não estavam mais interessados apenas em bater recordes: eles queriam fazer isso ao vivo, com milhares de espectadores.

Dessa forma, nasceu a corrida pelo insano recorde de mais horas jogadas durante um streaming. No final de 2019, o gamer JayBigs supostamente conquistou o pódio, com 569 horas de jogo. Três meses depois, no entanto, ele foi ofuscado por Andrew Bodine.

Fotografia de Andrew Bodine durante transmissão ao vivo / Crédito: Divulgação

 

Ao infinito e além

A ideia do jogador parecia insana, mas ele tinha um compromisso com seus inscritos e seguidores. Além disso, o jovem buscava, é claro, por mais visibilidade. Foi assim que Andrew Bodine, mais conhecido como Giant Waffle, criou o “Streamvember”.

Brincando com as palavras “stream” e “november” (novembro, em inglês), ele tinha um sonho ambicioso. Em resumo, o streamer passaria o mês inteiro jogando, a fim de conquistar o recorde mundial. Sua meta? Um total de 570 horas de puro videogame.

Com os patrocínios definidos, uma cadeira confortável e uma base de fãs fiéis, o jogador iniciou sua jornada. Ao final de novembro de 2019, os números na ferramenta de estatísticas não deixavam Andrew mentir: ele era um novo recordista mundial.

Uma longa jornada

Foram, no total, 30 lives diárias, cada uma com 19 horas seguidas de uma jogatina incessante. Durante todo o desafio, Andrew tinha apenas 5 horas de descanso por dia, tudo com o objetivo de aproveitar ao máximo o tempo que tinha disponível.

A longa maratona de videogames, então, contou com títulos como Red Dead Redemption 2, Luigi’s Mansion 3, Escape From Tarkov, Rocket League, Factorio e Rainbow Six Siege. O jogador, inclusive, terminou o jogo Death Stranding em apenas 30 horas.

Ao final das 30 insanas transmissões ao vivo, Andrew havia ultrapassado vários outros streamers. As 569 horas de JayBigs e as 566 horas de ItsArmand pareciam ser pouco ao lado das absurdas 572 horas que Giant Waffle passou jogando.

Fotografia de Andrew Bodine em Las Vegas / Crédito: Divulgação

 

Números do sucesso

Durante a enorme maratona, Andrew acompanhou os números de suas redes sociais subirem rapidamente. Na Twitch, ele conquistou 875 mil seguidores e, no Twitter, o jogador texano atingiu outros 146 mil mil fãs, que acompanharam sua trajetória.

Segundo o próprio gamer, suas lives foram vistas durante cerca de 3 milhões de horas, enquanto ele ganhava mais de 10 mil inscritos na Twitch — que, na plataforma, são como assinantes do conteúdo, aqueles seguidores que pagam pelas transmissões.

Em entrevista ao Gizmodo, Andrew afirmou que acompanhou seu público chegar “nas nuvens” ao longo do mês. “Atualmente, estou com uma média de 4 a 10 vezes minhas estatísticas normais, como: horas de audiência, visitantes únicos, inscritos”, contou.

Fotografia de Andrew Bodine durante streaming / Crédito: Divulgação

 

Críticas e questionamentos

A conquista de Giant Waffle, no entanto, gerou diversas discussões nas redes sociais, principalmente com relação à insana rotina dos jogadores profissionais. Como os jogos já foram reconhecidos como uma modalidade de esporte (os e-sports), muitos dos gamers contratados ao redor do mundo são submetidos à agendas exaustivas.

“Transmitir 19 horas por dia não é saudável. É muito óbvio e eu sei muito bem”, narrou Andrew, ainda em entrevista ao Gizmodo. "Mas, quando colocamos em perspectiva, muitas pessoas que tentam quebrar recordes se esforçam até o limite de maneiras que não são consideradas saudáveis. Não é fácil e eu nunca achei que seria”, pontuou.

No final de sua jornada como recordista mundial, no entanto, Andrew Bodine só pensava em uma coisa. Distante dos comentários negativos e das críticas, ele sonhava com sua cama e, depois da última transmissão do Streamvember, o jogador só surgiu nas redes na tarde do dia 1º de dezembro, afirmando que adorou dormir depois de tanto jogar.


+Saiba mais sobre o tema por meio de grandes obras disponíveis na Amazon: 

Guinness World Records 2020, de Guinness World Records 2020 (2019) - https://amzn.to/2BsnJW3

Guinness World Records 2020 (Edição Inglês), de Guinness World Records 2020 (2019) - https://amzn.to/3eJEtX7

Guinness World Records, de Vário Autores (2016) - https://amzn.to/2BuEVKJ

Guinness World Records 2019, de Vário Autores (2018) - https://amzn.to/2UjI0DZ

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/2w5nJJp

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2yiDA7W