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Da Arca da Aliança a Coroa de Espinhos: As 7 maiores relíquias religiosas da História

Alguns artefatos viraram ícones tão fortes que muitos eram incapazes de aceitar que eles talvez estivessem perdidos para sempre – ou mesmo nunca tivessem existido

Reinaldo José Lopes Publicado em 27/05/2019, às 16h30

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- Crédito: Reprodução

O interesse por restos mortais, roupas e outros artefatos ligados a Jesus, a Maria e aos santos deu margem a uma indústria medieval de relíquias. Documentos do fim da Idade Média sugerem a existência de até 18 diferentes prepúcios de Cristo. Locais tão distantes quanto a Armênia e a Alemanha afirmavam possuir a lança que perfurou o tórax de Jesus durante seu suplício.

As relíquias medievais eram famosas não apenas por seus poderes curativos, mas também pela proteção que concediam. Muitos exércitos carregavam-nas ao partir para a batalha.

Alguns artefatos religiosos viraram ícones tão fortes que muitos eram incapazes de aceitar que eles talvez estivessem perdidos para sempre – ou mesmo nunca tivessem existido. Conheça sete das relíquias cristãs mais famosas do mundo – algumas ainda procuradas, outras que se acreditam serem as verdadeiras.


1. Coroa de Espinhos

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O primeiro registro da veneração da coroa que Jesus teria usado data do século 5 – igrejas de Jerusalém exibiam a relíquia. Seis séculos depois, com a chegada dos cruzados ao Oriente Médio, o objeto foi parar na França. Hoje, é abrigado na catedral de Notre Dame, em Paris. 


2. Vera Cruz

Helena, mãe de Constantino, primeiro imperador romano cristão, teria ido até a Palestina em 312 e desencavado o pedaço de madeira onde Jesus foi crucificado. Ao longo do tempo, a Vera Cruz (“cruz verdadeira”) foi desmantelada em pedacinhos que hoje "estão" em diferentes partes do mundo. 


3. Reis Magos

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Na catedral de Colônia, na Alemanha, um rico sarcófago triplo, segundo o mito, abriga os restos mortais dos Três Reis Magos, que presentearam Jesus em seu nascimento. Como os ossos só chegaram a Colônia em 1164, é pouco provável que realmente pertençam ao trio.


4. Santo Sudário

O pano de linho que teria envolvido o corpo de Jesus sepultado divide opiniões. Em 2017, um grupo de cientistas realizou uma análise micrográfica em resolução atômica no Sudário de Turim. De acordo com Carlino, as partículas registram um cenário de grande sofrimento, cuja vítima foi embalada no pano funerário. É uma evidência em favor de sua autenticidade, mas não deve ser a palavra final numa polêmica que já dura quase sete séculos. 


5. Arca da Aliança

A caixa de madeira folheada a ouro guardava, segundo a Bíblia, as tábuas de pedra com os Dez Mandamentos, além de possuir poderes. Oficialmente, ela desapareceu ou foi destruída com a queda de Jerusalém em 586 a.C. No entanto, uma igreja da Etiópia diz abrigar o artefato. Mas ninguém pode vê-lo.


6. Pegada de Maomé

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A mais rica coleção de relíquias muçulmanas está no museu do palácio Topkapi, em Istambul. Além de objetos ligados a personagens bíblicos, o museu abriga até uma suposta pegada do profeta Maomé, o fundador do islamismo.


7. Arca de Noé

No fim do século 19 e começo do século 20, virou mania vasculhar as montanhas do nordeste da Turquia, em especial a região do monte Ararat, em busca do gigantesco barco que Noé teria, segundo a Bíblia, usado para salvar os bichos do dilúvio por volta do ano 4000 a.C. Por enquanto, porém, a arca nunca foi achada.