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A ciência explica: Jack e Rose poderiam ter sobrevivido juntos?

A discussão sobre o trecho mais emocionante do filme Titanic já embasou tese campeã do concurso de matemática nacional dos EUA

Wallacy Ferrari Publicado em 04/07/2020, às 08h00

Cena final de Rose e Jack juntos no pedaço de madeira que a salvou
Cena final de Rose e Jack juntos no pedaço de madeira que a salvou - Divulgação / 20th Century Fox

Poucos casais das telonas conquistaram o apreço popular na História como Jack e Rose no filme ‘Titanic’, lançado em 1997. Com uma bilheteria de US$ 2,1 bilhões de dólares, foi durante doze anos a produção de maior arrecadação da história do cinema e mostrou o envolvimento amoroso de Jack, um rapaz da terceira classe do navio, com a grã-fina Rose, inspirada em Beatrice Wood.

Apesar de quebrar barreiras sociais e movimentar um romance em meio ao caos, a cena final do casal emocionou o mundo; após o naufrágio do RMS Titanic, a garota foi uma das últimas a manter-se a bordo, sem conseguir um lugar nos botes salva-vidas disponíveis no barco. Com a desgraça da embarcação, Rose consegue subir em uma porta e ao menos evita a hipotermia em um mar de -2ºC.

O encontro com Jack, no entanto, expôs uma incógnita em relação à sua sobrevivência; seria possível abrigar ambos em cima do mesmo pedaço de madeira? Na ficção, o casal acabou separado, porém, ao longo dos anos seguintes do lançamento do filme, diversos pesquisadores e entusiastas decidiram calcular, simular e até mesmo testar a prática para verificar a possibilidade de manter a união viva.

Casal de amigos simulam posições que acolheriam Jack e Rose / Crédito: Divulgação / Facebook

 

A ciência explica

Sendo a teoria mais famosa, uma sequência de fotografias é amplamente compartilhada em redes sociais para embasar o argumento de que Rose poderia ter acolhido Jack. Com uma réplica visualmente perfeita da proporção da porta, uma dupla de amigos já comprova que o espaço disponível seria suficiente, mas não avalia condições climáticas, marítimas nem físicas.

Tal função ficou a cargo do programa "MythBusters: Os Caçadores de Mitos", que decidiu pôr em prática o teste e levou uma porta de tamanho idêntico até um lago, onde os dois apresentadores se instalaram. Apesar de estar em uma temperatura bem mais alta, não só comprovaram que o acolhimento de Jack na porta poderia ter o resgatado, como, se a dupla tivesse calma, poderia adaptar os coletes como bóias na porta, garantindo o equilíbrio.

Em 2017, as estudantes de matemática Abigail Wicks, Christy Zhang e Julia Damato usaram o argumento de que Jack poderia ter sido tirado da água como uma tese científica, realizando testes com temperaturas semelhantes na água salgada sobre a madeira. O resultado não apenas confirmou que o salvamento seria possível, como garantiu o primeiro lugar do trio na competição nacional de matemática.

Apresentadores de MythBusters se instalam em porta para provar o salvamento / Crédito: Divulgação / Discovery

 

Quem manda é o diretor!

Mesmo com tantas teorias edificando um resgate do personagem de Leonardo DiCaprio, o diretor James Cameron já brincou e até se irritou com a persistência na pergunta, sempre reafirmando que não terá outra versão além da que fez o estrondoso sucesso. Refutando a tese do "MythBusters", o diretor explicou que Jack dificilmente adaptaria a porta com os coletes tendo o cérebro afetado pela hipotermia.

Em entrevista concedida no ano de 2019 ao The Daily Beast, ele explicou que "a melhor opção para ele era manter a parte superior do corpo fora d'água esperar que um barco ou qualquer outra coisa o retirasse do mar antes de morrer". Cameron não manteve a mesma calma dois anos antes, em 2017, quando foi perguntado pela Vanity Fair sobre o salvamento do casal: "A resposta é muito simples. O roteiro diz, na página 147, que Jack morre”.

Em contrapartida ao argumento do diretor, a única "sobrevivente" pode ser mais empática com a morte de Jack; entrevista ao programa Jimmy Kimmel Live, em 2018, Kate Winslet, intérprete de Rose, admitiu que poderia ter salvo o companheiro: "Eu acho que ele caberia naquele pedaço de porta!".


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