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A jovem que exterminava nazistas: Roza Shanina, a máquina de matar soviética

Shanina, que tinha o sonho de se tornar uma professora, viu sua vida virar de ponta cabeça ao entrar para o exército de seu país durante a Segunda Guerra

Paola Churchill Publicado em 12/06/2020, às 08h00

Roza Shanina e um companheiro de guerra
Roza Shanina e um companheiro de guerra - Wikimedia Commons

Desde cedo, Roza Shanina tinha o sonho de estudar literatura. Para realizá-lo andava todos os dias 13 quilômetros até chegar em sua escola. Vivendo na União Soviética, seus pais decidiram que a filha precisava da educação necessária para atingir o seu objetivo e que deveria ficar em casa e ajudar nos afazeres domésticos.

Contrariando a ordem dos pais e com apenas 14 anos, Shanina decidiu fugir de casa e dar ínicio a sua própria vida. Ela optou por morar com seu irmão mais velho, Fyoder, e até mesmo conseguiu um emprego numa escola infantil. Logo ficou apaixonada pela arte de ensinar.

No entanto, quando os nazistas começaram a bombardear sua pequena cidade, o mundo de Roza virou de cabeça para baixo. Diante do caos, os horrores da guerra interromperam os sonhos da jovem, que queria ensinar tudo que sabia para as crianças.

Roza Shanina se alistou no exército em 1941/Crédito: Wikimedia Commons

 

As coisas pioraram ainda mais quando, em 1941, seu outro irmão Mikhail morreu durante um ataque do exército nazista em Arkhangelsk, a sua nova cidade. Vendo sua cidade e seu irmão sendo levados pela Guerra, Roza — em um rompante de fúria — buscou pela vingança em 1941. Foi nesse tempo que percebeu que isso só seria possível ao se alistas no exército soviético.

Focada, Shanina logo ganhou destaque no meio militar. Os seus superiores enxergaram o potencial da garota em atuar como uma máquina de matar. Como consequência, ela foi transferida para a Academia Feminina de Sniper.

A atiradora era uma das melhores da turma; sua mira certeira não tinha para ninguém. Mais uma vez, Roza foi transferida para a 184ª Divisão de Rifles Soviética. Lá foi enviada para combate. Como todos os snipers, trabalhava sozinha e não pedia a ajuda de ninguém.

Logo no primeiro dia, a soviética avistou um nazista a uma distância de mais ou menos 400 metros. Sem hesitar, mirou no homem e atirou, fazendo lá sua primeira vítima. Dizimando um por um, a atiradora soviética foi matando nazistas.

Era a forma de se vingar não só pelo o que eles fizeram com o seu país, mas também por terem destruído sua casa e ter matado seu querido irmão Mikhail. A fama da mira certeira de Shanina ganhou ainda mais destaque durante a Ofensiva de Vilnius. Foi nesse episódio que a letal mulher matou 12 combatentes nazistas. Sua eficiência, inclusive apareceu nos jornais.

Rosa Shanina era chamada de "O Terror Invisível"/Crédito: Wikimedia Commons

 

Os veículos de comunicação da Prússia ocidental se referiam a Shanina como o “Terror invisível”, já que ela se camuflava muito bem e acertava os alvos de forma precisa e rápida. Quando eles percebiam o que tinha acontecido, já era tarde demais.

Além de ser uma excelente atiradora, também sempre estava preocupada com todos os integrantes de seu pelotão — que seria o motivo de sua morte.

No dia 27 de janeiro de 1945, Roza avistou um soldado ferido no meio da batalha. Sem nem pensar duas vezes, correu até o homem e tentou prestar socorro antes que fosse tarde demais. Assim que chegou até o soldado ferido, um tiro inimigo fatal derrubou a melhor atiradora do exército soviético, que morreu de imediato.

Durante toda sua carreira militar, estima-se que Roza tenha matado em torno de 54 inimigos. Sua trajetória ficou conhecida quando historiadores da Segunda Guerra Mundial descobriram um de seus diários, que nunca a abandonavam. Assim, também se tornou a primeira mulher franco-atiradora a ganhar uma medalha de honra por seus serviços prestados ao exército da União Soviética.



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