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Desaparecido: a mente diabólica de Pedro Alonso López, o Monstro dos Andes

López foi acusado de ter executado e abusado de mais de 300 crianças em três países diferentes

Paola Churchill Publicado em 06/04/2020, às 16h38

Imagem da prisão do Monstro dos Andes
Imagem da prisão do Monstro dos Andes - Wikimedia Commons

Os primórdios de Pedro Alonso López foram sombrios. O colombiano nasceu em Santa Isabel e sua mãe Benilda López De Castaneda, uma famosa prostituta da região, criava sozinha seus filhos, após seu marido ser morto com seis tiros na porta de casa. Com oito anos, Pedro foi expulso de casa por ter acariciado de maneira indevida sua irmã mais nova.

Após o ocorrido, o jovem encontrou abrigo na casa de um homem pedófilo que o obrigava a ter relações sexuais. Ele conseguiu fugir do cativeiro e passou a sobreviver nas ruas cometendo pequenos delitos, até ser preso com 18 anos, por ter furtado um carro.

Pouco tempo após entrar na cadeia, foi espancado por uma gangue que o deixou em um estado de vida ou morte. Ele se recuperou mas, não deixaria aquilo passar batido e resolveu se vingar: com uma faca, cortou as gargantas de quatro de seus agressores. Após o episódio macabro, acabou sendo preso.

Ao ser solto, em 1978, estava obcecado pelo vontade de fazer novas vítimas. Decidiu então seguir com sua paixão sombria, mas mudou o alvo, que passou a serem meninas entre 8 a 13 anos.

Inocência perdida

No mesmo ano que conseguiu sua liberdade, o colombiano matou 100 garotas no Peru. Andarilho, nunca ficava muito tempo no mesmo lugar, mudando sempre de cidade ou país. Passou algum tempo na Colômbia e depois ficou de vez no Equador deixando um rastro de sangue por onde ia. Em média, matava três vezes por semana.

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Pedro Alonso e sua mãe/ Crédito: Divulgação/Youtube 

Segundo o próprio, ele preferia que suas vítimas transmitissem um ar de inocência, confiança e que fossem muito bonitas. Ele costumava seguir as meninas que queria matar por vários dias, conhecendo suas rotinas.

Após saber da vida de cada uma, o psicopata aproveitava o momento em que elas estivessem sozinhas e ia falar com elas. Dizia estar perdido e pedia ajuda, promendo presentes e doces se as pequenas acompanhassem. Essa era a estratégia utilizada para levar as crianças para longe.

Como todo serial killer, o colombiano era persuasivo. Durante a noite do sequestro, convencia as meninas a terem relações sexuais com ele, mas, logo ao raiar do dia, enforcava elas. Assim não teria acusações. Além disso, nenhuma de suas vítimas foi morta durante a madrugada: o assassino gostava de presenciar a morte através dos olhos delas.

Na visão de Alonso, ele era um anjo salvador daquelas pequenas almas, pois se estivessem mortas, elas nunca iriam perder sua inocência e não teriam que enfrentar uma vida de pobreza, perdendo a pureza.

O Monstro dos Andes

Foi só em 1980, na cidade de Ambato, no Equador, que o assassino foi capturado, após tentar raptar a filha de um comerciante local. A população da pequena cidade o cercou e o levou até a delegacia, que já o investigava pelo sumiço de outras jovens.

Em sua cela, decidiu confessar seus pecados para um padre, que não passava de um policial disfarçado. O Monstro dos Andes confessou ter matado 110 meninas equatorianas, 110 columbianas e mais 100 peruanas.

Algumas das vítimas do serial killer/Crédito: Divulgação/Youtube 

 

Ele também revelou que seguia um perfil. Matava todas através de abusos sexuais, estrangulamento e cortes nos pulsos. Em nenhum momento, o serial killer parecia arrependido, na verdade, se sentia um heroí por ter “salvado a alma das garotinhas”.

Apesar de ter confessado todos seus atos, ele foi condenado a 16 anos de prisão e cumpriu 14 antes de ser solto. Pedro Alonso então foi transferido para sua terra natal, na Colômbia para ser internado em um hospital psiquiátrico.

Em 1998, já livre, Pedro foi até sua mãe, não para matá-la, mas sim, para pedir dinheiro para que pudesse viajar. Essa foi a última vez que foi visto e até hoje, ninguém sabe o paradeiro do psicopata.


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