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Conheça a mulher que se 'casou' com o espírito de um pirata - e se divorciou depois

O amor de outro mundo de Amanda Teague acabou terminando sem sucesso, levando a mulher a passar por um 'exorcismo' para afastar o marido fantasmagórico de sua vida

Ingredi Brunato Publicado em 05/12/2020, às 10h00

Fotografia de Amanda no dia de seu casamento com o pirata fantasma
Fotografia de Amanda no dia de seu casamento com o pirata fantasma - Divulgação

A irlandesa Amanda Large Teague passava por um período difícil de sua vida quando conheceu o fantasma com quem se casaria. Na época, ela havia perdido seu filho para a síndrome da morte súbita infantil, e com isso veio uma necessidade de se aproximar da religião e espiritualidade. 

Não muito tempo depois, ela teve seu primeiro contato com Jack Teague, um pirata haitiano morto há mais de 300 anos que supostamente teria inspirado o personagem de Jack Sparrow, o protagonista da famosa saga de Piratas do Caribe. Eles conversaram por meses, e quando Amanda percebeu, estava apaixonada pelo espírito. 

Então, fez o que pessoas apaixonadas fazem: se casou com ele. A história de amor incomum chamou atenção de seus amigos, familiares e também da mídia. Muitos julgaram a mulher e inclusive duvidaram de seu estado mental. 

Quanto a esse último tipo de reação, Teague disse ao Washington Post em 2019: “Se você acredita em Deus ou nos anjos, ou em qualquer coisa que não seja deste reino terreno, então você acredita no espírito. Então, por que você acharia que o que aconteceu comigo ultrapassa o reino das possibilidades?".

Na época dessa entrevista, todavia, é preciso dizer que o amor de outro mundo de Amanda havia se desfeito - ela havia se separado do fantasma pirata, após encontrar problemas de relacionamento que apenas poderiam acontecer com um casal em que um era vivo, e o outro não. 

Amanda fantasiada de Jack Sparrow / Crédito: Divulgação 

 

Primeiros contatos 

A primeira vez que a voz de Jack chegou a Amanda, ela estava meditando, e não gostou da interrupção, achando inclusive falta de educação da parte dele. Já nas vezes seguintes que o espírito de mais de 300 anos tentou falar com ela, e encontrou menos resistência - o que permitiu o início do relacionamento dos dois.  

Na época, a moça já havia pesquisado sobre diversas religiões, conhecendo, por exemplo, a espiritualidade New Age, também conhecida como Movimento da Nova Era, onde não é incomum ouvir sobre comunicação com espíritos. 

Inclusive, os amigos que a irlandesa fez nesse movimento teriam encorajado seu relacionamento com o pirata, “mas ninguém me avisou dos perigos de deixar um espírito entrar na minha vida como eu deixei Jack entrar”, comentou Teague para o site Bamni Uk.

O fim 

Não muito depois do casamento, a vida de Amanda teria começado a dar errado em muitas áreas, e logo a mulher percebeu que o fantasma haitiano estaria “roubando sua energia” e causando-lhe problemas de saúde. 

“Eu descobri que espíritos presos à terra - os que não conseguem seguir em frente - precisam de muita energia, e Jack estava roubando a minha, me causando dor e dores de cabeça nesse mundo”, explicou ela também para o site britânico. “Imagino que eu não deveria estar tão surpresa com isso, afinal ele era um pirata!”, concluiu ainda. 

Depois de chegar à conclusão que seu marido fantasmagórico estava lhe fazendo mal, a irlandesa precisou começar o processo do divórcio. 

Fotografia de Amanda / Crédito: Divulgação 

 

Todavia, terminar um relacionamento com alguém de outro mundo aparentemente não é tão fácil quanto com alguém desse, e para realizar essa tarefa Amanda contratou os serviços de uma xamã que teria realizado uma “extração de alma” nela - uma espécie de exorcismo que teria desconectado Jack da vida dela. 

A irlandesa considera que sua experiência com o sobrenatural lhe rendeu uma lição sobre os perigos de se envolver com forças desconhecidas e recomenda muito cuidado para qualquer outra pessoa que queira fazer algo semelhante. 

Uma opinião profissional 

Em uma entrevista para a matéria de 2018 do Washington Post, o professor de antropologia TM Luhrmann deu sua perspectiva sobre o caso, especulando que o trauma da perda de seu filho poderia ter induzido em Amanda uma espécie de “estado de sonho”, que facilitaria o acontecimento de alucinações visuais e auditivas. 

“Não é tão diferente do que as crianças fazem, com seus amigos imaginários, ainda que ela seja claramente um pouco incomum”, concluiu o especialista.


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