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NASA já foi processada por invasão de propriedade. Em Marte.

Quando três iemenitas afirmaram que o planeta vermelho pertencia aos seus ancestrais

Paula Lepinski Publicado em 17/05/2019, às 17h00

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- Crédito: Reprodução

Em 1997, três cidadãos do Iêmen, Adam Ismail, Mustafa Khalil e Abdullah al-Umari, ficaram revoltados com as atividades da NASA em Marte. Ou, ao menos, se disseram assim. "Nós herdamos o planeta de nossos antepassados ​​há 3.000 anos", contaram ao jornal árabe Al-Thawri. De acordo com a CNN, eles também afirmaram ter documentos que provavam a reivindicação e chegaram a apresentá-los ao promotor geral do Iêmen.

O pedido se embasou na mitologia dos sabeus e himiaritas, povos do Iêmen pré-islâmico que viam os sete planetas então conhecidos como intermediários pessoais entre eles e os deuses. Dedicaram templos sofisticados a cada planeta e até achavam que havia templos nos planetas. 

CaptionPlanície de Argyre, em Marte / Crédito: NASA

Desde o início de julho de 1997, a NASA estava divulgando fotos e dados de Marte coletados pela espaçonave Pathfinder e pelo veículo explorador Sojourner. “Sojourner e Pathfinder, que são propriedade do governo dos Estados Unidos, aterrissaram em Marte e começaram a explorar sem nos informar ou buscar a nossa aprovação", afirmaram.

Eles exigiram a suspensão imediata dos programas de exploração em Marte e da divulgação de informações sobre a atmosfera, superfície e gravidade do planeta até que o caso fosse resolvido. Para a má sorte dos iemenitas, o promotor de justiça não levou o caso a sério e o pedido foi negado.
 
Mas eles não desistiram tão fácil. Segundo a BBC, um ano depois eles tentaram vender terrenos em Marte por $2 o metro quadrado, garantindo que os compradores receberiam uma escritura da propriedade no futuro.