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Basílica do Santo Sepulcro, o intrigante local onde Jesus teria sido crucificado, sepultado e ressuscitado

O suposto local de enterro e crucificação de Jesus sofreu muito ao longo das eras, mas ainda sim se mantém de pé

Caio Tortamano Publicado em 05/08/2020, às 07h00

A edícula que abriga o suposto túmulo de Jesus Cristo
A edícula que abriga o suposto túmulo de Jesus Cristo - Wikimedia Commons

Localizada na Cidade Antiga de Jerusalém, a Basílica do Santo Sepulcro é, provavelmente, o local máximo de adoração do Cristianismo em todo o mundo. De acordo com escrituras existentes desde o século 4, foi nesse local que Jesus teria sido crucificado, e lá também abrigaria a tumba onde teria sido enterrado e depois ressuscitado.

Quando se converteu ao cristianismo depois de uma visão, Constantino — então imperador romano — enviou sua mãe até Jerusalém para encontrar a tumba de Jesus Cristo. Helena, então, com a ajuda de dois bispos cumpriu uma verdadeira missão, encontrando três cruzes perto de uma tumba, levando os romanos a acreditarem que aquele sim era o local certo.

Construção

Contando com as cruzes em que Jesus foi pregado ao lado de dois ladrões, o Calvário marca o local onde hoje está a Basílica feita por encomenda de Constantino. Porém, uma outra descoberta ainda estava prestes a acontecer depois que a construção da igreja, em 326, foi ordenada.

O imperador mandou que um templo erguido para Júpiter e Vênus fosse demolido e no lugar fosse erguida uma igreja. Durante as obras, os construtores se depararam com uma caverna em formato de tumba, identificando assim o lugar como o local de enterro de Jesus. Um santuário foi construído e, portanto, a Basílica se formou, em um complexo com a igreja, um átrio (onde Jesus foi crucificado — Calvário) e uma rotunda (onde supostamente estava a tumba de Cristo).

A Basílica, entretanto, nunca teve muita sorte ao longo de sua história. Jerusalém sempre foi um território visado por grandes generais e líderes políticos ao decorrer dos séculos, e em 614, durante uma das várias invasões ao local, o Império Sassânida, liderado por Khosrau II, roubou do local a Cruz tida como original.

Idas e vindas

Foi somente em 630 que o imperador Heráclio retomou o controle do lugar, e reconstruiu a basílica. A paz, no entanto, durou até o domínio árabe em Jerusalém que, apesar de ter mantido a construção, proibiu visitas oficiais ao local sagrado.  

Uma série de eventos aconteceram na Basílica, tornando o lugar alvo de muito azar. Em 746, um terremoto comprometeu seriamente as estruturas da igreja. Já em 841 e em 938, incêndios acidentais acometeram o edifício.

A destruição definitiva veio em 1009, quando o califa Al-Hakim bi-Amr Allah, visando uma campanha feroz contra o Cristianismo, ordenou que todos os santuários católicos fossem derrubados em toda a Palestina e no Egito. Depois disso, pouco restou da construção original.

Reconstrução

Após diversas negociações entre os bizantinos e o califado de Ali az-Zahir, filho de Al-Hakim, a igreja pôde ser reconstruída e refeita, sendo finalizada somente em 1048. Desde então, por mais que tenha sofrido alterações em sua estrutura, foi a última grande reforma feita no lugar, sendo o mais antigo e próximo possível de como está o local atualmente.

Logo na entrada, está posicionado o Calvário, local onde supostamente Jesus teria sido crucificado. É a parte mais bem decorada em toda a basílica, e conta com duas capelas — uma atendendo a gregos ortodoxos e a outra para católicos, cada uma com um altar.

Altar do calvário, representando justamente Cristo crucificado / Crédito: Wikimedia Commons

 

Já a tumba, como mencionado, está na rotunda da Basílica, que ao centro possui uma edícula. Dentro dela existem duas salas, uma contendo um fragmento de rocha usada pelos romanos para selar a tumba de Cristo, apelidada de Pedra dos Anjos. A segunda, e mais importante, contém a tumba de Jesus — vazia.

Fachada da edícula / Crédito: Wikimedia Commons

 

O local é um centro espiritual para todas as dissidências do Cristianismo, que realizam diariamente celebrações ecumênicas, todas em honra do local sagrado que visitam.


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