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Matérias / União Soviética

A saga das antigas repúblicas soviéticas após a queda da URSS

A cooperação foi crucial para as repúblicas se inserirem no contexto global

Paola Orlovas, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 06/02/2022, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa - TheDigitalArtist
Imagem meramente ilustrativa - TheDigitalArtist

Em meio ao final da Guerra Fria, em setembro de 1991, o que ainda se chamavam repúblicas soviéticas passaram a fazer referendos para entender se continuariam fazendo parte da URSS.

Ao mesmo tempo, novos blocos econômicos, como a União Europeia, surgiam, e passaram a incentivar esses países a criar uma cooperação econômica.

Quando a União Soviética chegou ao fim, com um processo que teve início em dezembro de 1991, a própria Federação Russa, o país mais influente dentro da USSR, se juntou a Ucrânia e Belarus para propor uma cooperação econômica. 

Eles queriam que trouxesse laços entre os países que acabaram de ganhar a sua independência com respeito a soberania política de cada um deles. Assim nasceu a CEI, ou Comunidade dos Estados Independentes, em dezembro de 1991, por meio de um encontro que ficou conhecido como Acordo de Misnk.

O acordo apenas tomaria força, no entanto, quando outros países aderiram à CEI, no dia 21 de dezembro de 1991. Foram eles: Cazaquistão, Armênia, Azerbaijão, Quirguistão, Moldávia, Uzbequistão, Turcomenistão e Tadjiquistão. Dois anos depois, em 1993, a Geórgia também passou a fazer parte da organização, mas acabou deixando a comunidade em 2009, depois de um referendo.

Bandeira da Comunidade dos Estados Independentes / Crédito: Wikimedia Commons

Recusa 

Nem todas as antigas repúblicas soviéticas aceitaram o convite para fazer parte da CEI. Dos 15 países que faziam parte da URSS, três nações rejeitaram a adesão: Lituânia, Letônia e Estônia. O ato dos países bálticos é justificado por meio da relação conflituosa que eles tinham com a União Soviética, que havia os anexado, segundo o portal InfoEscola. 

Com o fim da União Soviética esses novos países encontravam diversos desafios, e então buscavam auxílio da CEI, porque não seriam capazes de se inserir, então, no contexto global sozinhos.

Um dos grandes problemas enfrentados por nações soviéticas menores foi a desigualdade industrial: a Rússia mantinha 60% da produção industrial, a Ucrânia 20%, Belarus 10%, e para os outros países sobrava apenas 10%.

Obstáculos

A CEI fez com que o modo de produção socialista da União Soviética fosse trocado por políticas de livre comércio e que espaço fosse aberto para a privatização de diversas estatais. Com ela, foi adotado o uso do rublo.

A Rússia tomou frente dentro dos acordos, tendo ficado como a detentora da maior parcela do arsenal nuclear das nações.

Daveesons, via Pixabay

Os países que fazem parte da organização também sofrem com outros problemas, como conflitos separatistas trazidos pela diversidade religiosa e étnica, como é o caso da disputa da Rússia e da Ucrânia pela Criméia, da Rússia e da Geórgia pela Abkházia e Ossétia do Sul e até mesmo movimentos dentro da própria Federação Russa, como acontece nas regiões da Tartária e da Chechênia.

Foi o que fez com que em março de 2004, uma das nações fundadoras da CEI, a Ucrânia, ameaçasse sair da comunidade, trazendo uma crise política dentro da organização.

O país já disputava, na época, a região da Criméia com a Rússia, que anexou a região, o que é motivo de conflito até a atualidade, mesmo o país continuando dentro da Comunidade dos Estados Independentes.