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A sangue frio: o assassinato do menino Bernardo, de 11 anos

Em um dos crimes mais chocantes do país, o menino teve sua vida ceifada pelos próprios familiares no ano de 2014

Redação Publicado em 07/03/2021, às 10h00

Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia
Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia - Divulgação/Pixabay

Bernardo Boldrini tinha apenas onze anos de idade quando foi assassinado por pessoas que deveriam ser responsáveis pelo seu futuro.

Era o ano de 2014, e a morte da criança foi cuidadosamente planejada pelo pai, Leonardo Boldrini, um médico cirurgião, pela madrasta, que se chamava Graciele Ugoline e era enfermeira, e a amiga da madrasta, que se chamava Edelvânia Wirganowicz e exercia a profissão de assistente social.

De acordo com o site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, local onde o caso ocorreu, os as motivações do assassinato da criança foram os seguintes: pegar o dinheiro da herança que a mãe de Bernardo, falecida desde 2010, havia deixado para ele, e o fato do menino ser considerado um “estorvo” para a nova família sendo construída pelo pai com a madrasta

Fotografia de réus sendo julgados: de camiseta azul está Evandro, irmão de Edelvânia que ajudou a ocultar o cadáver, de amarelo na segunda fileira está o pai da vítima, e também na segunda fileira com o cabelo em um coque e olhando para baixo está Graciane, a madrasta / Crédito: Divulgação/ Veja 

 

Como foi feito 

O garoto de onze anos foi drogado com uma alta quantidade de Midazolam, substância usada como sedativo em operações cirúrgicas, e que, em dosagens inadequadas, é capaz de provocar uma parada respiratória.

Resquícios do remédio foram encontrados em diversos órgãos da criança, de acordo com os resultados da autópsia, que foram repercutidos pela Veja em uma reportagem de 2019. 

Depois, o cadáver foi enterrado numa cova à margem do rio Mico, em uma cidade diferente daquela em que o garoto morava. A sepultura havia sido cavada com dois dias de antecedência - revelando até onde foi o planejamento do crime. Por último, ainda vale dizer que foi jogada soda cáustica na cova, um ácido que provoca queimaduras na pele, logo antes dela ser coberta com terra. 

A madrasta Graciele e sua amiga Edelvânia foram flagradas através de câmeras de segurança comprando uma pá, soda cáustica e o medicamento Midazolam. É importante acrescentar que também sumiram ampolas de Midazolam do consultório do pai da vítima, de forma que o menino poderia ter recebido o remédio por via oral e intravenosa. 

O irmão da assistente social, Evandro Wirganowicz, foi envolvido no caso no momento da escavação da sepultura, uma vez que seu carro foi flagrado no local dois dias antes do crime. 

Segundo foi levantado pela delegada Caroline Virgínia Machado, as duas amigas teriam tentado cavar, mas não tiveram força suficiente para quebrar a resistência do solo, cheio de raízes que havia na margem do rio, por isso pedindo a ajuda de Evandro.

Durante o julgamento, o homem negou que estivera no local, e foi apenas depois de saber sobre as imagens que o denunciavam que alegou que tinha “ido pescar”. As informações foram repercutidas também pela Veja. 

Outro detalhe é que Graciele deixou um papel em um local visível em sua casa em que simulava um lembrete para comprar uma TV na cidade onde Bernardo foi enterrado, de forma que teria um álibi para estar lá.

No dia que o garoto desapareceu, todavia, enquanto a madrasta o levava para o local, recebeu uma multa por excesso de velocidade, e o policial viu a criança no banco de trás. 

Consequências 

De acordo com o site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Leandro Boldrini pegou 33 anos de prisão, Graciele Ugulini foi condenada a 34 anos na cadeia, Edelvânia Wirganovicz recebeu uma pena de 22 anos e Evandro Wirganovicz recebeu a sentença de 9 anos, conseguindo liberdade condicional em maio de 2019. Os três primeiros, todavia, não têm direito à condicional por conta da gravidade de seus crimes. 


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