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A trágica e insólita morte de Elvis Presley

Com um sucesso avassalador em vida, o Rei do Rock também fez manchetes em sua morte, ao ser encontrado de uma forma incomum, já sem vida

Pamela Malva Publicado em 16/02/2020, às 09h00

Elvis Presley, o Rei do Rock
Elvis Presley, o Rei do Rock - Domínio Público

A primeira vez que Elvis Presley apareceu na televisão foi um escândalo. Para os religiosos, seus quadris e pés agitados eram provocação pura. Emissoras por toda parte foram instruídas a mostrar o Rei do Rock apenas de cintura para cima.

Nos anos 1950, ele estava em seu auge, vivia a vida perfeita de um dos astros do Rock mais famosos do mundo. De um lado, garotas se descabelavam pelo astro; do outro, instituições religiosas pediam que pais norte-americanos não permitissem que seus filhos escutassem as músicas do Rei.

A queda da montanha russa veio quando Elvis sofreu pela morte de sua mãe, Gladys, em 1958, mesmo ano que ele se alistou ao exército. A partir dessa época, o cantor começou  a fazer uso constante de medicamentos pesados.

Elvis no programa Jailhouse Rock, em 1957 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Entre os remédios, Elvis consumia pílulas para tratar seus problemas de sono e sonambulismo — problemas antigos que pioraram após a morte de sua mãe —, além de anfetaminas, que conheceu enquanto servia no exército. O astro conseguia grande parte dos remédios com seu médico, George C. Nichopoulos, o Dr. Nick.

Com o passar dos anos, o abuso dos medicamentos por parte de Elvis tornou-se alarmante. Em entrevista ao The Guardian, o próprio Dr. Nick falou sobre o vício do Rei do Rock. “Ele achava que, obtendo as drogas com um médico, não seria um viciado comum, recebendo algo da rua”, conta.

Tudo piorou em 1973, quando o cantor se separou de sua amada Priscilla. Depois do divórcio, Elvis sofreu duas overdoses, das quais uma quase o matou, deixando-o em coma por um tempo. Mal sabia ele, no entanto, que essas não seriam as únicas vezes.

Túmulo de Elvis em Graceland / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 16 de agosto de 1977, o astro do rock finalmente tomou tantos remédios que seu corpo não aguentou. Ele foi encontrado no chão do banheiro de sua casa, em Memphis, no Tennessee, por sua noiva Ginger Alden. Naquele ano, ele já estava lutando contra um glaucoma e uma doença intestinal.

Quando Ginger entrou no banheiro do quarto do cantor, encontrou Elvis, já sem vida. Ele tinha 14 substâncias diferentes no sangue, tomou uma overdose de analgésicos, pílulas para dormir e antidepressivos.

Horas antes da tragédia, o cantor estava lendo A Investigação Científica Em Busca da Face de Jesus, que tenta reproduzir os últimos dias de Jesus Cristo.

Na autópsia, foi determinado que Elvis faleceu de arritmia cardíaca, provavelmente causada pelo coquetel de drogas encontrado em seu organismo. Em 1981, Dr. Nick foi julgado pela morte do astro do Rock, mas foi absolvido. Sua reputação, no entanto, ficou manchada para sempre, já que muitos o consideraram culpado.


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