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A absurda teoria da Brasília faraônica: JK seria reencarnação do faraó Akenaton?

Segundo uma teoria bizarra, o presidente brasileiro seria o retorno do grande faraó que construiu Akhetaton

André Nogueira Publicado em 08/06/2019, às 13h00 - Atualizado às 17h00

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A famosa cidade de Brasília, capital brasileira desde 1960, possui, desde sua construção, ares de misticismo. Antes de inaugurada, ela já era atribuída ao sonho profético do santo Dom Bosco. Muitos dizem que JK escolheu sua posição a partir das visões de seu colega Chico Xavier.

Porém, entre as teorias mais insólitas sobre nosso presidente bossa-nova, uma das mais impressionantes, diz que Juscelino Kubitschek era a reencarnação moderna do faraó egípcio Akhenaton (ou Amenhotep IV), importante figura da crise do Império Médio e que viveu há 3.600 anos.

JK / Crédito: Reprodução

 

Segundo essa teoria, Brasília seria um equivalente na América contemporânea da capital Akhetaton, grande projeto arquitetônico do governo egípcio. Isso porque as duas cidades seriam capitais erguidas de maneira completamente planejada, como sede do governo, ao lado de um lago artificial.

Ambos os locais teriam formato de pássaros — ou, no caso de Brasília, o modelo de um avião — apontando para o Leste, cujas asas eram as principais divisões internas do centro urbano. Ao mesmo tempo, os templos/igreja e as sedes administrativas seriam intencionalmente distantes dos centros residenciais das capitais.

Os projetos arquitetônicos de Brasília, atribuído a Lucio Costa, e de Akhetaton tem proximidades reais. Porém, é conhecido que as relações entre os projetos estão além do misticismo: JK, quando ainda era estudante, fez uma viagem pelo Mediterrâneo e adentrou o Egito.

Nessa viagem, Juscelino passou na famosa cidade de Tell el-Amarna, o sítio de Akhetaton. A inspiração que JK teve com Amarna poderia ter sido de grande relevância na concretização do projeto da nova capital, mesmo que ele seja anterior a seu governo.

JK teria escrito:

“Levado pela admiração que tinha por esse autocrata visionário, Akhenaton, cuja existência quase lendária eu me surpreendera através das minhas leituras em Diamantina, aproveitei minha estada no Egito para fazer uma excursão até o local, onde existira Tell El-Amarna/Akhetaton. [...]…vi os alicerces da que havia sido a capital do Médio Império do Egito. A cidade media oito quilômetros de comprimento por dois de largura. À margem leste do Nilo, jardins verdejantes haviam sido plantados e, atrás deles, subindo a encosta da rocha, erguera-se o palácio do Faraó, ladeado pelo grande templo. [...] tudo ruínas! O grande sonho do Faraó-Herege convertido num imenso montão de pedras, semi-enterrado na areia!”

Amenhotep IV / Crédito: Wikimedia commons

 

A insana teoria da reencarnação ainda elenca algumas relações traçáveis entre JK e Akhenaton. Por exemplo, Brasília é marcada por construções em forma de pirâmides, como a Ermida Dom Bosco, o Teatro Nacional, o Templo da LBV, o edifício da CEB e o Memorial JK. Neste último, o presidente foi sepultado após sua morte.

Outra coincidência que fomenta a teoria: tanto JK quanto Akhenaton morreram 16 anos após a inauguração de suas capitais, por casos mal explicados que podem envolver assassinatos.