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Abusos, violações e insegurança: a conturbada vida sexual de Pablo Escobar

Marcada por inúmeros casos de traição, a intimidade do traficante colombiano foi divulgada principalmente por sua antiga esposa e sua amante mais famosa

Caio Tortamano Publicado em 17/04/2020, às 09h00

Escobar na companhia de seus filhos e de sua esposa, Victoria Eugenia Henao
Escobar na companhia de seus filhos e de sua esposa, Victoria Eugenia Henao - Divulgação/Art Films

Em março de 1976, o narcotraficante Pablo Escobar se casou com Victoria Eugenia Henao. O casamento em si já foi motivo para muito aperto na vida de Victoria, que fugiu de casa e dos pais para sacramentar o amor que nutria por seu futuro marido, com apenas 15 anos de idade.

Pablo, entretanto, não era, de longe, o mais fiel dos homens. Já no início da relação, Escobar se mostrava um homem extremamente machista, e saía com outras mulheres de Medellín enquanto dizia amor incondicionalmente a futura esposa. Além de tudo isso, o traficante passava dias sem dar notícias para Victoria, e sempre voltava com alguma desculpa mal contada, se aproveitando da ingenuidade da namorada.

O casamento dos dois era pautado basicamente no dinheiro. Sua mulher se chateava em ficar sozinha, mas usava a solidão para passar tempo com os filhos e cativar um hobby que viria a ser o seu preferido, a vasta coleção de artes dos Escobar — uma das mais ricas da época.

Escobar era um dos homens mais ricos de toda a Colômbia — chegando a ser um dos mais ricos do mundo durante seu auge de atividade — e gostava demais da vida boêmia. Por isso, não faltavam festas para que seus amigos (muitos dos quais políticos) e funcionários pudessem aproveitar ao máximo dos frutos que a planta de coca rendia.

Nessas festas, como não poderia deixar de ser, dezenas das mais belas mulheres do país eram chamadas, e mesmo casado Pablo aproveitava da situação para se aventurar sexualmente.

A amante mais famosa

Em uma das várias festas que Pablo Escobar promovia em sua residência, a lendária Hacienda Nápoles, o empresário colombiano Aníbal Turbay foi acompanhado de sua namorada, Virginia Vallejo.

A moça era uma jornalista que apresentava um programa de baixa audiência na Colômbia na época que encontrou Pablo. Com o tempo, a relação dos dois se desenvolveu para um romance, depois que ele fez uma doação generosa ao programa dela, que estava com pouco orçamento.

A jornalista Virginia Vallejo / Crédito: Divulgação

 

Virginia viria a ser a sua amante mais conhecida, sendo retratada por diversas vezes nos mais diferentes campos da mídia. No livro de memórias escrito por ela, Amando Pablo, odiando Escobar (2017), ela conta os detalhes mais sórdidos da vida sexual do notório narcotraficante.

Talvez a passagem mais significativa do relacionamento entre os dois, que está presente no livro e mostra o traço mais agressivo da personalidade de Pablo, é o momento que a jornalista narra quando foi estuprada pelo traficante.

Em determinado momento, Escobar — com medo que sua amante se aliasse ao seu maior inimigo, Gilberto Rodríguez, líder do cartel de Cali — estuprou a amante, asfixiando-a com um travesseiro enquanto a penetrava forçosamente.

Para Virginia, naquele momento ela teve a certeza de que Pablo a mataria, o que ele acabou não fazendo. Virginia, no entanto, afirmou depois que o sanguinário traficante parecia até arrependido do que tinha feito. “A linguagem corporal disse tudo”, disse a autora em entrevista à Marie Claire.

Outros traços também foram revelados pela antiga amante, que hoje vive em Miami sob proteção política do governo americano por ter ajudado em investigações contra as operações do narcotraficante. Pablo não era o mais bem dotado homem com quem Virgínia já dormiu — na realidade, ela afirma que o traficante tinha um pênis relativamente pequeno, o que lhe causava extrema insegurança na cama.

Isso poderia explicar sua predileção, ao longo de sua vida, por mulheres jovens e inexperientes, muitas delas virgens, inclusive. Dessa maneira, o colombiano acreditava que evitaria sem comparado com algum outro grande amante, e que sua performance sexual medíocre não seria tão notada e nem comparada com a de alguém mais experiente.

Nem mesmo a fortuna inestimável do bilionário traficante colombiano — seu cartel rendia 30 bilhões de dólares anualmente — conseguia esconder as inseguranças do poderoso homem.


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