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AH Entrevista: A luta LGBTQI+ na Ditadura Militar

Em entrevista inédita, Leonardo Arouca, pesquisador da Universidade de São Paulo, comenta os horrores vividos pelas minorias durante os Anos de Chumbo

Alana Sousa, Joseane Pereira e Thiago Lincolins Publicado em 29/06/2019, às 01h00

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Crédito: Reprodução

Durante a Ditadura Militar brasileira, a perseguição inicial era voltada aos opositores do governo. Estudantes, professores e artistas eram taxados de comunistas. A repressão não nasceu com o AI-5, mas foi com ele que viveu seu auge. Como consequência, torturas e mortes foram empreendidas durante o processo.

Nesse grupo, também existiam os “desviantes”, pessoas que iam contra o comportamento moral das famílias tradicionais representadas pelos militares no poder. “Homossexuais, travestis, prostitutas e outras pessoas consideradas perversas, ou anormais, foram alvo de perseguições, detenções arbitrárias, expurgos de cargos públicos, censura e outras formas de violência”, relata o site Memórias da Ditadura, lançado em 2014 pelo governo Dilma Rousseff. 

Pensando nisso, a AH conversou com Leonardo Arouca, estudante de História e pesquisador da Universidade de São Paulo, a respeito da temática LGBTQI+  durante o Regime Militar brasileiro. 

Atualmente, Arouca realiza pesquisas sobre a militância dos grupos ao longo da ditadura em centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo, a partir da Coluna do Meio, escrita pelo ativista Celso Curi e publicada no jornal a Última Hora de 1976 a 1979. 

Confira a entrevista abaixo.