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"Ainda estou abalado": O repórter que encontrou um menino desaparecido ao cobrir o caso na Itália

Na última semana, uma criança de 1 anos e nove meses comoveu o país ao sumir sem deixar rastros; o final, entretanto, foi surpreendente

Alana Sousa Publicado em 27/06/2021, às 07h00

Imagem do resgate da criança desaparecida
Imagem do resgate da criança desaparecida - Divulgação/Twitter/@cnsas_official

A família Tanturli passou por momentos de pânico quando acordou de manhã viu que o pequenoNicola Tanturli, de 1 ano e nove meses, havia simplesmente desaparecido. O sumiço aconteceu na última segunda-feira, 21, na zona rural de Toscana, na Itália.

Após procurar nas redondezas, os pais do menino decidiram contatar a polícia. Não havia pistas do que poderia ter acontecido com Nicola, visto que ele fora colocado para dormir e não havia sinal de arrombamento na casa.

As buscas por Nicola

A polícia italiana, então, deu início a uma busca intensa pelo garoto. Sabe-se que quanto antes encontrar uma criança desaparecida, mas chances ela tem de ser recuperada com vida. A operação foi uma verdadeira luta contra o tempo.

Por ainda ser bastante pequeno, a preocupação com o estado de saúde e sobrevivência de Tanturli comoveu toda a região e Toscana. Além de uma grande equipe com bombeiros, policiais, helicópteros, voluntários e moradores da área também se propuseram a ajudar no resgate.

A mídia da Itália fez uma cobertura ampla para encontrar a criança, fotos divulgadas e vários jornalistas trabalhavam no caso. Um deles era Giuseppe Di Tommaso, da emissora estatal Rai; o repórter se tornou um dos protagonistas no caso.

O repórter e Nicola

Dois dias tinham se passado desde que Tanturli fora visto pela última vez dentro de sua residência. Era quarta-feira, 23 de junho, quando Tommaso iniciava mais um dia cobrindo o sumiço do menino italiano.

O repórter estava caminhando por uma pequena estrada de terra, em direção à casa da família Tanturli quando, de repente, ouviu barulhos estranhos vindo de dentro da mata. Giuseppe rapidamente avisou sua equipe sobre os sons que ouvira, e decidiu segui-los.

O jornalista se deparou com um barranco, de cerca de 25 metros, os barulhos pareciam estar vindo de lá. Por um instante, Tommaso imaginou que fosse Nicola, decidiu então chamar seu nome e ir em frente.

Para sua surpresa, ouviu de volta uma palavra que lhe espantou: “mamãe”. No mesmo momento, um carro de polícia passava em uma estrada perto, o repórter sinalizou e o comandante Danilo Ciccarelli entrou na mata.

Em uma área de grama alta, ele encontrou Nicola, que veio em sua direção e lhe abraçou. Em entrevista a Rai, Ciccarelli lembrou o momento: “Esperava encontrar um cervo pequeno, mas ao invés disso, dou de cara com Nicola, que estava escondido pela grama alta. Nicola disse ‘mamma’ e fui em direção a ele. Assim que cheguei perto, Nicola me abraçou imediatamente”.

“Não acredito que o menino tenha passado a noite no local em que foi encontrado, porque a grama que estava ao seu redor não estava amassada. Ele, provavelmente chegou ali caminhando pela mata. É uma criança muito ativa, esperta. Não temos ideia da distância que ele percorreu. Ele estava acostumado a sair da casa e viver ao ar livre”, acrescentou o oficial.

Também em depoimento a Rai, Giuseppe falou sobre os minutos que antecederam a chegada das autoridades. “Comecei a gritar ‘Nicola’, para confirmar que os sons que estava ouvindo eram do menino. Em resposta, ouvi ‘mamma’. Comecei a repetir a palavra ‘mamma’, porque sei que as crianças dessa idade repetem palavras. Me aproximei da beira do barrando para ver se conseguia ver Nicola, mas tinha muita vegetação no caminho”.

“A emoção foi enorme. Ainda estou abalado”, enfatizou o jornalista para a agência de notícias Ansas.

O garoto foi recuperado sem ferimentos graves e devolvido para a família ainda no mesmo dia. O barranco em que ele havia se perdido fica a apenas 2 quilômetros de sua casa, assim, a polícia acredita que ele saiu sozinho da casa e não achou seu caminho de volta. “Foi uma tremenda alegria para trazê-lo de volta aos braços da mãe”, finalizou Ciccarelli.


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