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“O Pacto entre Hollywood e o Nazismo” relata como o cinema norte-americano colaborou com o Nazismo

Obra escrita por Ben Urwand registra segredos sobre a relação entre os EUA e Hitler na década de 1930

Joseane Pereira Publicado em 30/09/2019, às 11h00

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- Reprodução

O ditador Adolf Hitler reconhecia o poder do cinema para moldar a opinião pública. E isso levou a uma aliança com Hollywood, que agora é revelada em detalhes por Ben Urwand, acadêmico da Universidade de Harvard, em sua obra O Pacto entre Hollywood e o Nazismo.

Após a ascensão de Hitler ao poder, os estúdios de Hollywood concordaram em não fazer filmes atacando os nazistas, para continuar seus negócios com a Alemanha. O acordo, que também proibia filmes que condenassem a perseguição aos judeus, envolvia desde líderes nazistas como Joseph Goebbels até estúdios como Paramount, Fox e Metro-Goldwin-Mayer.

Os estúdios fizeram concessões ao governo alemão durante toda a década de 1930, divulgando ou cancelando filmes segundo a vontade do III Reich.

Crédito: Divulgação

 

Confira na íntegra um trecho do livro:

“Onze homens estavam sentados numa sala de projeção em Berlim. Apenas alguns eram nazistas. Na frente da sala, estava o dr. Ernst Seeger, chefe da censura desde bem antes de Hitler chegar ao poder. Perto de Seeger, seus assistentes: um produtor, um filósofo, um arquiteto e um pastor. Mais atrás, os representantes de uma companhia distribuidora de filmes e duas testemunhas especializadas. O filme a que iam assistir viera da América do Norte e tinha por título King Kong.

Quando o projetor começou a rodar, um dos representantes da companhia de cinema começou a falar. Ele leu em voz alta um texto que destacava a natureza ficcional dos eventos na tela. Conforme falava, os outros na sala assistiam à ação se desenrolando. Viram um gorila enorme se apaixonar por uma linda mulher e depois cair do Empire State Building. Um dos personagens murmurou algo sobre a bela e a fera, e o filme chegou ao final.

Era hora de passar para os procedimentos oficiais. O dr. Seeger olhou para a primeira testemunha especializada, o professor Zeiss, do Ministério da Saúde alemão. ‘Na sua opinião especializada’, Seeger perguntou, ‘esse filme poderia ser prejudicial à saúde de espectadores normais?’.

Zeiss não estava com disposição de cooperar. ‘Primeiro’, disse ele, ‘preciso saber se a companhia que está tentando vender esse filme é alemã ou americana’."


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