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Alvo de sacríficos: os intrigantes restos da Mulher de Elling

Os curiosos restos mortais da jovem foram encontrados em um pântano na Dinamarca e ainda causam dúvida entre pesquisadores

Victória Gearini Publicado em 14/07/2020, às 08h00

Membro superior do corpo da Mulher de Elling
Membro superior do corpo da Mulher de Elling - Wikimedia Commons

A Mulher de Elling trata-se de restos de um corpo de pântano — naturalmente mumificado em um pântano de turfa — que foi descoberto em 1938, ao oeste de Silkeborg, na Dinamarca. Esta intrigante descoberta arqueológica foi revelada sem órgãos e com resquícios de tortura. 

O corpo foi encontrado pelo fazendeiro local, Jens Zakariasson, que em primeiro momento acreditou que havia se deparado com os resto de algum animal que teria morrido afogado. Após acionar as autoridades, decretaram que se tratavam de um corpo humano que havia sido naturalmente mumificado. 

Os restos foram revestidos por uma capa feita com pele e couro de carneiro. As pernas estavam amarradas e o rosto estava mal preservado. No entanto, o que intrigou as autoridades, é que não havia vestígios de órgãos internos, como se tivessem sido retirados antes da morte. 

Penteado utilizado pela Mulher de Elling / Crédito: Wikimedia Commons

 

Exames arqueológicos

Na época, os pesquisadores descobriram que a causa da morte teria sido por enforcamento, em aproximadamente 280 a.C. na Idade do Ferro Nórdica. Inicialmente foi impossível revelar o sexo do corpo, no entanto, com os avanços tecnológicos, em 1978, os restos foram analisados após radiografias, que determinaram que o sexo era feminino. 

A partir disso, passou a ser conhecida como a Mulher de Elling, que segundo os pesquisadores teria sido morta aos 25 anos. Acredita-se, ainda, que a jovem tenha sido vítima de um ritual de sacrifício humano, muito comum na época.

Reconstituição do penteado da múmia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Além disso, a desmineralização do corpo foi considerada a causa inicial de uma possível osteoporose nos restos mortais. Já a trança utilizada pela Mulher de Elling ficou muito conhecida, por medir 90 cm e ser amarrada por um nó elaborado. 

Antes do estudos mais aprofundados sobre o sexo da múmia, a Mulher de Elling foi descrita, erroneamente, como um homem, na obra The Bog People, de PV Glob. No entanto, 12 anos após a sua descoberta, o Homem Tollund foi encontrado a 60 m de distância da localização original da Mulher de Elling.

Embora não seja possível afirmar que ambos tenham sido mortos ao mesmo tempo, arqueólogos confirmaram que os corpos são datados do mesmo período histórico. 


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