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Andrew Carnegie, o bilionário do império do aço, que doou quase 90% de sua fortuna

De origem humilde, o empresário fez fortuna e usou boa parte do seu dinheiro para contribuir com a sociedade

Penélope Coelho Publicado em 07/06/2020, às 10h00

Carnegie em 1913
Carnegie em 1913 - Wikimedia Commons

Algumas vezes, o dinheiro e a ganância dominam os instintos dos homens, como já aconteceu diversas vezes na história, mas, essa não foi a realidade de Andrew Carnegie, que viria a ser aquele que ficou conhecido como um dos homens mais ricos dos Estados Unidos e o quarto mais rico da História.

Porém, contrariando as estatísticas, ele procurou fazer o seu melhor com o dinheiro que acumulou ao longo da vida. A fortuna do americano chegou ao valor de 310 bilhões de dólares. Para se ter ideia, certa vez, Carnegie afirmou: “O milionário devia envergonhar-se de morrer rico”.

E foi exatamente isso que Andrew fez, antes de morrer. O homem já havia doado quase 90% de toda a sua fortuna. Mas, para chegar lá, ele precisou trabalhar pesado.

Fotografia de Andrew em seu escritório / Crédito: Divulgação 

 

Nascido em 25 de Novembro de 1835, na cidade de Dunfermline, leste da Escócia. Andrew veio de uma família de trabalhadores escoceses e sempre demonstrou interesse pela leitura e estudos, mesmo em sua condição simples.

Quando ainda era criança, teve que se mudar para os Estados Unidos diante de uma crise econômica que atingiu todo o Reino Unido. No início da nova vida nos EUA, sua família se mudou para uma colônia de escoceses, localizada na Pensilvânia. Quando chegou a solo norte-americano, o menino tinha somente 12 anos e sentiu que era a hora de começar a trabalhar.

Carnegie ingressou no mercado de trabalho em uma fazenda de algodão, lá o ganhava um salário extremamente baixo. No entanto, isso não foi motivo de desânimo, pelo contrário, o trabalho fez com que o garoto se tornasse um entusiasta do estilo de vida daquelas pessoas.

Graças a isso, ele foi capaz de colocar uma de suas grandes paixões em prática: o estudo. Logo, conseguiu uma recolocação no mercado, agora como mensageiro.

Caminho para a riqueza

Pintura de Carnegie localizada no museu histórico National Portrait Gallery / Crédito: Wikimedia Commons

 

Os sonhos de Carnegie eram grandes e ele estava decidido a se estabilizar em uma carreira. Em 1851, quando estava exercendo a função de telégrafo, seu caminho se cruzou com o de Thomas Scott, que ficou admirado com a força de vontade do menino. Como consequência, decidiu contratá-lo para trabalhar na Companhia Ferroviária da Pensilvânia.

Andrew aprendia rápido e era dedicado. Poucos anos depois, quando tinha acabado de completar 21 anos, o escocês já havia se tornado superintendente da companhia. A partir desse cargo, viu uma oportunidade de crescer.

O futuro empresário, e magnata da indústria do aço, passou a investir boa parte de seu salário. Quando recebeu retornos consideráveis, principalmente dos investimentos que fez no petróleo, passou a se dedicar em outros ramos, criando seu próprio negócio.

A Companhia do Aço Carnegie mudou a história do segmento nos Estados Unidos. Em pouco tempo, a empresa já era a maior do mundo nessa área. O empresário usou da seguinte estratégia para tal feito: cuidar do negócio do começo ao fim, para suprir todas as produções em que o aço fosse necessário. Isso fez com que acumulasse uma enorme fortuna.

Doações e filantropia

Entretanto, o dinheiro não era tudo para Carnegie. Se não tivesse a oportunidade de realizar grandes feitos com seus bens, o empreendedor não estaria satisfeito. Por isso, Andrew ficou conhecido como um dos fundadores da filantropia moderna.

Em 1901, o magnata estava com 66 anos e começou a considerar sua aposentadoria. Por isso, decidiu vender sua empresa pela bagatela de 480 milhões de dólares e passou a se dedicar inteiramente às atividades filantrópicas.

Anos antes, o magnata já estava se dedicando às ações sociais, como o financiamento para a construção de bibliotecas. No início do século 20, Carnegie ajudou diversas causas através de doações.

Seus principais interesses eram as bibliotecas nacionais — já que era apaixonado por livros — redes educacionais, pesquisa científica e a paz mundial. Em seus últimos 18 anos de vida, o filantropo tinha investido quase toda a sua fortuna em doações.

Suas maiores realizações foram o Fundo Carnegie para as Universidades da Escócia, em 1901; a Instituição Carnegie de Washington, feita em 1902; além da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, de 1910 e a Corporação Carnegie de Nova York, criada em 1911. Andrew também colaborou com a construção de uma grande variedade de bibliotecas e museus, nos Estados Unidos e Reino Unido.

Carnegie faleceu aos 83 anos, em 11 de agosto de 1919, em sua propriedade localizada no estado norte-americano de Massachusetts. Mesmo depois de mais de cem anos desde a sua morte, o legado do empresário é eterno e deixa um belíssimo exemplo de generosidade.  


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