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Anjos de Nagyrév: a gangue de mulheres que matou mais de 300 pessoas

Entre 1914 e 1929, o grupo liderado por Zsuzsanna Fazekas envenenou diversos homens com arsênico

Victória Gearini Publicado em 28/06/2020, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa de uma mulher envenenando drink
Imagem meramente ilustrativa de uma mulher envenenando drink - Wikimedia Commons

Composto por mulheres, o grupo Anjos de Nagyrév viveu na aldeia de Nagyrév, na Hungria, entre 1914 e 1929. Estima-se que neste período a organização tenha sido responsável pela morte de mais de 300 pessoas, que foram envenenadas por arsênico. 

Os assassinatos 

Zsuzsanna Fazekas ficou muito conhecida na aldeia de Nagyrév, em 1911, quando chegou à vizinhança desacompanhada e de forma misteriosa — seu marido, Gyula, havia desaparecido sem nenhuma explicação. Responsável por fazer abortos ilegais, a parteira foi presa 10 vezes, entre 1911 e 1921, no entanto, foi absolvida de todas as acusações, pois alguns juízes apoiavam esta prática. 

Na época era comum que adolescentes se casassem a força com homens que não desejavam e o divórcio não era permitido, mesmo que o companheiro fosse alcoólatra e abusivo. Muitas mulheres viviam infelizes, até que vários maridos foram enviados para a Primeira Guerra Mundial. A aldeia de Nagyrév, por sua vez, era o local perfeito para abrigar prisioneiros de guerra aliados.

Muitas mulheres que haviam perdido seus maridos para o conflito encontraram consolo nesses prisioneiros estrangeiros. No entanto, quando muitos homens retornavam das batalhas, elas não queriam voltar para suas vidas aprisionadas. Portanto, Fazekas passou aconselhá-las a envenenarem seus maridos com arsênico.

Embora a primeira morte em Nagyrév tenha ocorrido em 1911, acredita-se que esta não tenha sido culpa da mulher. No entanto, com o decorrer do tempo, estima-se que entre 45 a  50 pessoas tenham sido envenenadas durante os 18 anos em que Fazekas viveu no distrito.

Após assassinarem seus companheiros, muitas viúvas passaram a matar seus pais da mesma forma, pois muitos deles eram machistas, sendo um fardo para elas, pois mandavam em suas vidas e controlavam suas heranças. Há relatos, ainda, que algumas envenenaram seus amantes e seus próprios filhos. 

Grupo desfeito 

Em meados da década de 1920, esta prática tornou-se moda e Nagyrév ficou conhecido como o "distrito do assassinato". Como Fazekas era amiga próxima de um médico da vila e seu primo era responsável por arquivar todos os atestados de óbito, por muito tempo os assassinatos passaram despercebidos pelas autoridades. 

A história da captura do grupo é incerta, pois há três relatos que conflitam entre si. Uma das teorias é que a sra. Szabó, uma das criadoras do grupo, tenha sido flagrada por dois sobreviventes. Em outra história, um estudante de medicina de uma cidade vizinha teria encontrado níveis elevados de arsênico em um cadáver, e a partir disso uma investigação teria sido iniciada. 

Entretanto, segundo Béla Bodó, historiadora húngara-americana, os crimes vieram à tona em 1929, quando uma carta anônima foi enviada ao jornal local. De acordo com a pesquisadora, o grupo foi desfeito e essas mulheres foram condenadas pelos seus crimes.


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