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Ann Ukrainetz, a mulher que afirma ser uma parente perdida da Princesa Diana

Em uma tentativa de entrar para a Família Real, ela tomou atitudes inesperadas com objetivo de provar sua teoria

Penélope Coelho Publicado em 27/07/2020, às 13h32

Fotografia de Lady Di
Fotografia de Lady Di - Getty Images

Em meio às diversas polêmicas envolvendo a Família Real britânica, no ano de 2018, uma mulher adicionou mais um capítulo para essa história e causou reboliço na mídia: ela afirmou ser tia de uma das mais importantes figuras da realeza britânica. A mulher em questão chama-se Ann Ukrainetz, ela diz ser uma familiar perdida da princesa de Gales, Diana. As informações são do portal de notícias Daily Mail.

Aos 75 anos de idade, a professora de inglês veio a público dizendo que encontrou uma carta escondida que foi escrita por sua mãe, de acordo com Ann, o documento dizia que o homem que ela pensou a vida inteira que fosse seu pai não tinha realmente nenhum vínculo sanguíneo com ela. As palavras que a mulher encontrou mudaram sua vida para sempre.

“Minha querida, sei que um dia você terá esta carta em sua posse, talvez depois de eu ter passado deste mundo. Por favor tente entender. Eu só tenho que tirar isso do meu peito. Charlie não era seu pai biológico. Eu me apaixonei por lorde Fermoy e nós tivemos você como resultado. Ele era casado e eu era apenas uma plebeia. Não havia nada que pudéssemos fazer. Ficamos em contato próximo e ele te amou muito.”

A suposta mensagem dizia que a educadora era na verdade filha de Maurice Burke Roche, o quarto Barão Fermoy — avô da princesa Diana, que faleceu em 1955. De acordo com as informações que a professora deu ao Daily Mail, sua mãe Evelyn era atriz, ela e o Barão se viram pela primeira vez em 1943 e mantiveram um longo caso.

Fotografia de Maurice Burke Roche / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em entrevista para o jornal, a mulher afirmou que todas as sextas-feiras era visitada por um homem que a mãe dizia ser um agente de seguros. Entretanto, Ann dizia que sua progenitora fazia questão de deixá-la sempre bem arrumada nesses dias, por isso, ela acredita que o homem era Maurice. Nas cartas que Evelyn deixou, foi relatado que o avô de Diana deixava mensalmente uma quantia de dinheiro para a menina.

Polêmicas

Depois de encontrar as cartas na década de 1990, Ukrainetz afirmou ter entrado em contato com a família real diversas vezes. A professora diz ter escrito correspondências para as filhas de Maurice e até mesmo para a mãe de Diana. Além disso, Ann tentou se comunicar com os filhos da princesa, William e Harry, mas, nunca obteve resposta.

Em uma ocasião, a Clarence House —residência real— respondeu à uma de suas mensagens e escreveu: "Suas Altezas Reais são gratas a você por se dar ao trabalho de escrever para eles, mas, lamento que elas não possam se envolver pessoalmente".

Fotografia de Ann Ukrainetz / Crédito: Divulgação / Daily Mail 

 

Na tentativa de provar que era mesmo parente de Lady Di, Ukrainetz foi além. A pedagoga descobriu a existência de um irmão gêmeo de seu suposto pai, um homem chamado Francis — que havia sido enterrado no cemitério Evergreens, no Brooklyn, EUA.

Sabendo disso, a mulher entrou com um processo na justiça para exumar o corpo de Francis para coletar amostras de seu DNA e conseguir provar que era mesmo filha do avô de Diana. A mulher montou uma vaquinha on-line para tentar arrecadar o valor necessário para exumar o corpo de Francis, 50 mil dólares no total.

“Ele é o único parente enterrado nos EUA [...] acreditamos que seja o parente mais próximo de Lord Fermoy [...] Se tentarmos exumar meu pai na Inglaterra, provavelmente encontraremos muito mais problemas por causa da proximidade da família real”, afirmou Ann na ocasião.

A professora diz que se caso consiga a autorização que deseja, finalmente saberá quem ela é. Ukrainetz finalizou dizendo que acreditava que se a princesa de Gales estivesse viva, não iria gostar da forma que sua suposta tia vem sendo tratada “Ela estaria batendo na minha porta", disse a educadora.


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