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Anna Swan e Martin Van Buren: o casal de gigantes que virou atração de circo

Dotados de gigantismo, marido e mulher viveram de forma pacata nos Estados Unidos do século 19

Joseane Pereira Publicado em 03/12/2019, às 06h00

O casamento do capitão Martin van Buren com Anna Swan
O casamento do capitão Martin van Buren com Anna Swan - Wikimedia Commons

Pessoas dotadas de alguma diferença física ou mental frequentemente sofrem isolamento, pela intolerância social com relação a elas. Mas, para o casal Anna Haining Swan e Martin Van Buren Bates, tal questão foi um pouco amenizada: ambos eram dotados de gigantismo, tendo mais de 2,4 metros de altura cada, e viveram juntos em uma casa totalmente adaptada para eles.

CASAL GIGANTE

Anna Swan nasceu em 1846 na Nova Escócia, Canadá, sendo a terceira de 13 filhos. Tendo um corpo proporcional durante a infância, aos 15 anos ela já contava com 2,1 metros e pesava mais de 100 kg, enquanto seus pés tinham 34 cm. Na verdade, não se sabe ao certo qual foi a altura de Anna durante a vida adulta: como ela era ligeiramente mais alta que seu marido Martin Van Buren, que tinha 2,4 metros, sua altura não era revelada.

 Anna Bates ao lado de seu pai Alexander Swan (sentado) e de sua mãe Ann Haining Swan / Crédito: Wikimedia Commons

 

Martin Van Buren Bates também foi uma criança de tamanho comum. Nascido em 1837, no Kentucky, com 14 anos ele repentinamente atingiu mais de 2,1 metros, pesando quase 140 kg. Após trabalhar um tempo como professor escolar, ele se juntou ao Exército Confederado após o início da Guerra Civil Americana.

Virando capitão, Van Buren ficou famoso nas batalhas: inimigos contavam lendas sobre um "gigante confederado do tamanho de cinco homens que luta como cinquenta". Após a guerra, ele entrou um circo, onde exibia sua altura ao público.

Martin Van Buren Bates em seu uniforme militar ao lado de um homem de estatura média, em 1870 / Crédito: Getty Images

 

Enquanto isso, sua futura esposa era versada em literatura e música, dava aulas de teatro, piano e voz e era considerada muito inteligente. Nas horas vagas, ela também trabalhava em circos.

Um dia, quando Martin visitava o circo onde Anna estava trabalhando, os dois se apaixonaram instantaneamente. Casando-se em 1871, eles adaptaram residências e móveis para seu tamanho. Tiveram filhos, um em 1872 e outro em 1879, mas ambos faleceram poucas horas depois do parto.

O casal se aposentou, vivendo calmamente e tentando esquecer a morte dos filhos. Em 1888, quando Anna faleceu de insuficiência cardíaca, seu esposo mandou construir uma estátua para ela em seu túmulo. Mudando-se para a cidade, ele se casou novamente em 1897 com uma mulher de estatura média, vivendo com ela até sua morte, em 1919.


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