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Antônio Villas Boas: o primeiro relato de abdução do Brasil

O caso de Villas boas é um dos mais famosos entre os ufólogos brasileiros e de todo mundo pela riqueza de detalhes do ocorrido

Paola Churchill Publicado em 12/03/2020, às 13h00

O primeiro caso de abdução no Brasil, aconteceu em Minas Gerais
O primeiro caso de abdução no Brasil, aconteceu em Minas Gerais - Getty Images

Antônio Villas Boas vivia uma rotina pacata de fazendeiro em São Francisco de Sales, Minas Gerais. Sua família era toda formada por lavradores, enquanto os demais parentes cuidavam das terras pela manhã, o próprio preferia trabalhar a noite, sozinho com seu trator.

No dia 5 de outubro de 1957, o fazendeiro se deitou por volta das 23h. Como fazia muito calor naquela noite, decidiu abrir a janela para receber um pouco de vento. Na companhia de seu irmão, João, os dois avistaram no céu uma luz branca muito forte, mas que não deram muita importância na hora e foram dormir.

Poucas horas depois, o jovem acordou e percebeu que a claridade continuava lá e que aproximava cada vez mais em alta velocidade, adentrando as frestas e iluminando toda a residência. Assustado, acordou seu companheiro de quarto e os dois fecharam a janela e todas as portas da casa, por precaução.

Retrato de Antônio Villas Boas em 1957/ Créditos: Wikimedia Commons

 

Dias se passaram, e a rotina voltou ao normal. Os irmãos seguiam se revezando em turnos para cuidar da lavoura entre o período matutino e noturno. Na noite do dia 14 de outubro do mesmo ano, a luminosidade voltou a aparecer.

Em seus relatos, ele afirma que a luz voltou por volta de 20 vezes, cada vez mais forte, chegando até a aparecer um sol em plena noite. Mas foi apenas na madrugada do dia 16, enquanto aravava sozinho o solo, que a luminosidade agora avermelhada se aproximou dele.

Sem reação, percebeu que o brilho estava apenas 50 metros de sua cabeça. Segundo disse em entrevista na época, a luminosidade vinha de uma nave com o formato de um “ovo alongado” que usava de suportes metálicos para pousar.

O jovem então, tentando fugir daquele objeto estranho, correu para seu veículo de trabalho e deu partida. Logo percebeu que o motor não estava funcionando e decidiu correr de volta para a fazenda, mas, foi puxado pelos seres que mal chegavam a altura de seus ombros.

Ele inclusive conseguiu desnortear um deles com um golpe e começou a fugir, mas logo mais três apareceram e o agarraram pelos braços e pernas e o levaram até a embarcação. Os estranhos usavam um macacão cinza colado ao corpo com tirar pretas em alguns lugares, ele ainda diz que o traje ia até o pescoço das criaturas e para completar, usavam um capacete rígido, bem reforçado até a altura do nariz.

Agora dentro do espaço, Antônio afirma que o lugar era todo feito de metal e que os seres eram cuidados com ele, em nenhum momento querendo machucá-lo. Seus “sequestradores” falavam em uma língua que o rapaz nunca ouvira antes, quase que animalesco.

Um tubo com ventosas foi colocado em seu queixo, fazendo seu sangue escorrer até um recipiente no final do objeto. De acordo com registros, essa ação deixou marcas no homem, que foi examinado pelo Doutor Olavo Fontes, meses após o ocorrido. Duas pequenas manchas hipercrômicas, uma de cada lado do queixo, de pequeno tamanho e formato mais ou menos arredondado; uma delas tem o diâmetro de uma moeda de 10 centavos, sendo a outra um pouco maior e de aspecto mais irregular”.

Mas, o contato mais íntimo de todos aconteceu logo em seguida. Antônio foi deixado em uma sala sozinho, e o local estava cheio de um gás doce que o deixou nauseado, mas ao mesmo tempo percebeu que a fumaça tinha poder afrodisíaco.

Percebeu que uma alienígena nua entrou no local com ele. A descreveu como muito bela com uma beleza que não parecia ser humana. “Os lábios eram muito finos, quase invisíveis. O corpo era muito mais bonito do que qualquer outra mulher que eu já conheci: magro, com seios empinados e bem separados, com cintura fina e barriga pequena, com quadris mais desenvolvidos e coxas grossas. Os pés eram pequenos; as mãos eram compridas e finas; os dedos e as unhas eram normais. Ele era bem mais baixa do que eu, batendo a sua cabeça no meu ombro”.

Villas Boas acabou tendo relações sexuais com a exótica mulher, apesar da situação de medo, acredita que a fumaça tinha algo que tornava tudo excitante e eles acabaram consumando a relação.

Após o acontecido, ele foi levado para fora da astronave, mas não antes de tentar pegar um objeto para provar que sua história era verdadeira, contudo, os extraterrestes tiraram o utensílio dele.

Não existem provas concretas que a abdução de Antônio Villas Boas realmente aconteceu, apenas seu depoimento e as marcas em seu queixo. Não foram feitas fotos da marca que o trem de pouso haveria deixado, e quaisquer outras provas que poderiam existir sumiram, após uma grande inundação que teve na fazenda.

Antônio morreu em 1957, e em seu obituário consta que a causa de sua morte foi por conta de hemorragia subaracnóidea, comum em aneurisma da artéria basilar e hipertensão arterial que sofria.


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