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Arqueólogos descobrem 'cidade perdida dos dragões', capital do Império Xiongnu, na Mongólia

Os artefatos e piscina artificial do local foram descobertos em 2017, mas passaram por uma longa análise para certificar sua origem

Wallacy Ferrari Publicado em 20/07/2020, às 08h18

Alguns resquícios de itens relacionados às atividades antigas na região
Alguns resquícios de itens relacionados às atividades antigas na região - Iderkhangai Tumur-Ochir

Uma equipe de arqueólogos da Universidade Estadual de Ulaanbaatar conduzia escavações na região ao redor do rio Orkhon, no ano de 2017, quando localizaram estranhos artefatos relacionados ao império Xiongnu no local. Com as pistas coletadas e analisadas, a pesquisa, publicada em julho de 2020 em um jornal local, concluiu que a área era a popular “cidade dos dragões”.

De acordo com registros históricos encontrados na análise, a cidade se originou nas montanhas Khangai da Mongólia, e pertenceu aos Xiongnu, uma confederação tribal que atuou entre os séculos 3 a.C. até o final do século 1 d.C., exercendo relações comerciais com a dinastia chinesa em trocas de tributos, comércios e, especificamente, tratados de casamentos entre as populações da China e Mongólia.

Vista aérea da área apelidada de "cidade dos dragões" / Crédito: Iderkhangai Tumur-Ochir

 

Os pesquisadores acrescentaram que a cidade possui uma parede dupla, que sustentam uma piscina artificial criada artesanalmente como um reservatório ou um possível tanque para gerenciar a água da região. As escavações resultaram no encontro de itens com inscrições kanji, sendo uam delas de diversas figuras formando a frase “filho do céu”.

O principal autor da pesquisa e líder das escavações, Iderkhangai Tumur-Ochir, explicou que a demorada publicação teve de ser analisada com calma para chegar a tal conclusão: “Como resultado de mais de uma década de pesquisa no centro político do Império Xiongnu, estou muito feliz por termos descoberto e escavado a capital do império Xiongnu, a cidade dos dragões ”.