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A arte quase figurativa de Wassily Kandinsky: conheça ‘Composition 8’

Com cores vivas, formas abstratas e significados subjetivos, a obra colaborou para a reputação revolucionária do pintor russo

Redação Publicado em 13/06/2021, às 11h00

Fotografia do artista Wassily Kandinsky
Fotografia do artista Wassily Kandinsky - Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

Nascido de aristocratas alemães na Rússia Imperial, Wassily Kandinsky certamente não foi um talento precoce: começou a estudar arte aos 30 anos, abandonando uma já estabelecida carreira em direito. Era 1896, a uma década da grande revolução modernista que começaria com o fauvismo, o cubismo e o futurismo.

Ainda assim, a contribuição de Kandinsky seria a mais radical de todas. Enquanto os modernistas experimentaram e escandalizaram o establishment das artes com o estilo das pinceladas, cores e temas, Kandinsky acabaria, na década de 1910, por rejeitar a necessidade da pintura de representar alguma coisa — qualquer coisa. Algo que era visto como a razão de ser da própria arte.

Então ele morava na Alemanha, mas o terremoto seria sentido mesmo em sua Rússia natal. Na mesma década, russos mais jovens, como Kazimir Malevich, criariam o suprematismo, uma forma ainda mais radical de abstração, na qual um círculo ou um quadrado preto sobre um fundo branco podia ser o quadro. E o construtivismo, que queria uma arte literalmente revolucionária.

A obra Composition 8, de Kandinsky / Crédito: Museu Solomon R. Guggenheim/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

 

Kandinsky voltaria para a Rússia em 1914. Suas ideias místicas e seu estilo mais palatável de abstração levaram-no a ser denunciado como “burguês”. Após ser removido de seu cargo no Instituto de Cultura Artística de Moscou, em 1921, ele volta para a Alemanha, se tornando um dos fundadores da escola Bauhaus de arte.

Com a ascensão do nazismo, em 1933, que classificou sua arte como “degenerada”, ele se muda para Paris. Pararia de pintar em 1939, antes da invasão dos alemães, e morreria em 1944, a tempo de ver a França liberada pelos aliados.

Círculos. Círculos por todos os lugares. Kandinsky afirmou sobre sua forma favorita: “O círculo é a síntese das grandes oposições. Ele combina o concêntrico e o excêntrico numa única forma e equilíbrio. De todas as formas, é a que mais claramente aponta para a quarta dimensão”. Poucos anos depois, ainda na fase Bauhaus, ele dedicaria o quadro 'Muitos Círculos' ao tema.


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