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As 10 crianças mais influentes da História

Receber um Prêmio Nobel e dominar a política também foram assuntos de criança

Thiago Lincolins Publicado em 28/06/2019, às 17h00

Em 2014, aos 14 anos, Malala Yousafzai recebeu o Prêmio Nobel da Paz
Em 2014, aos 14 anos, Malala Yousafzai recebeu o Prêmio Nobel da Paz - Getty Images

10. Samantha Smith (1972-1985) 

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Em 1982, a norte-americana de 10 anos leu sobre as tensões entre Estados Unidos e União Soviética e resolveu enviar uma carta ao então líder da URSS, Yuri Andropov, demonstrando sua preocupação com o início de uma guerra nuclear. Recebeu como resposta um convite para conhecer a União Soviética. Smith foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade, ícone da convivência num período tensionado pela Guerra Fria.

9. Cesarion (47 a.C. - 30 a.C.)

Crédito: Wikimedia Commons

Cesarion entra nessa lista mais pelo que se fez por ele. Filho de Cleópatra e Júlio César, era tanto o herdeiro do trono do Egito ptolomaico quanto um possível candidato a líder romano. Sua mãe se aliara ao lado perdedor na Guerra Civil que se seguiu à morte do pai, em 44 a.C. A criança foi morta por ordens de Otaviano Augusto, o primeiro imperador. Não fosse assassinado, o mundo da época poderia ter sido bem diferente.

8. Louis Braille (1809-1852)

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Aos 3 anos, Louis sofreu um grave acidente que o deixou completamente cego. Aos 10, teve a chance de se tornar um dos primeiros alunos do Instituto Real para Jovens Cegos, em Paris. Lá, tomou conhecimento das tentativas de se criar um método para leitura tátil, feitas por inventores que podiam ver. Aos 15 anos, já havia criado seu próprio método de leitura, utilizado até hoje.

7. Hector Pieterson (1963-1976)

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Na revolta de Soweto em 1976, 20 mil estudantes foram brutalmente reprimidos ao protestarem contra um decreto que forçava as instituições de ensino negras a dar aulas em africâner, língua identificada com o Apartheid. Pieterson foi baleado e morreu. Uma foto de seu corpo sendo carregado se tornou ícone da luta anti-Apartheid, e o dia de sua morte é feriado nacional.

6. Santo Hugo (1246-1255) 

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O corpo do menino de 8 anos foi encontrado num poço em Lincoln, Inglaterra. A população acusou os judeus de o sequestrarem para tomar seu sangue. O caso chegou ao rei e terminou em 18 execuções. Huguinho foi visto como um mártir e a catedral se tornou ponto de peregrinação, num dos mais simbólicos casos de libelo de sangue, a calúnia antissemita. 

5. Malala Yousafzai (1997)

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A ativista paquistanesa é a pessoa mais jovem do mundo a receber um Prêmio Nobel. Seu nome é notório devido à luta que protagonizou pelos direitos humanos, voltada à educação de mulheres e crianças no Vale de Swat, Paquistão, área controlada pelos talibãs. Em 2012, foi atingida por uma bala na cabeça após ter publicado um blog em favor da educação feminina no Afeganistão.

4. Anne Frank (1929-1945)

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Entre junho de 1942 e agosto de 1944, a garota alemã e judia compartilhou seus sonhos, medos, amores, ilusões e desilusões com um diário. Por mais de dois anos, Anne registrou seu dia a dia no chamado Anexo Secreto, onde a família vivia escondida dos nazistas. A história, como sabemos, não tem um final feliz: dedurada, a família foi capturada e a garota morreu no campo de Bergen-Belsen.

3. Estêvão de Cloye (século 13)

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Em 1212, Estêvão, com apenas 12 anos, foi até Saint Denis para entregar uma carta ao rei Felipe. Dizia que Jesus em pessoa lhe pedira para liderar uma nova cruzada. O Exército deveria ser formado por crianças, que converteriam os islâmicos pacificamente. A Cruzada das Crianças nunca chegaria à Terra Santa. Algumas foram vendidas como escravos. 

2. Tutancâmon (1341 a.C.-1323 a.C.) 

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Assumindo aos 9 anos, o 11º faraó da 18ª dinastia egípcia teve um reinado breve mas importante. Uma das principais medidas foi tomada durante o seu terceiro ano de reinado, quando o faraó menino suspendeu a adoração ao deus Aton promovida pelo pai, restaurando privilégios tradicionais ao seu sacerdócio.

1. Alexei Nikolaevich (1904-1918) 

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O quinto filho dos Romanov sofria de hemofilia. Buscando a cura, a imperatriz se envolveu com o místico Rasputin. O escandaloso e promíscuo monge caiu na boca do povo, o que ajudou a acabar com a reputação da realeza. Rasputin foi morto por nobres em dezembro de 1916, porém tarde demais: a monarquia iria a pique em meses, abrindo caminho para a revolução dos bolcheviques.